Quarta-feira, Maio 20, 2026
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Encontro Nacional de Solidariedade com Cuba conclui no México

Cidade do México, 4 mai (Prensa Latina) O XXIX Encontro Nacional de Solidariedade com Cuba conclui hoje no México com uma declaração final, depois de debates e conferências centradas em temas como a resistência da ilha às agressões estadunidenses.

Neste domingo, o encontro incluirá a exibição do documentário La esclavitud que te libera, e a apresentação da conferência Brics, Celac, ALBA. Multilateralismo como resposta ao imperialismo, ministrada por Elier Ramírez, vice-diretor do Centro Fidel Castro Ruz.

Por fim, serão lidos e aprovados os acordos, bem como uma declaração final.

Inaugurando o evento ontem em Havana, Nelson Ocaña, Conselheiro da Embaixada de Havana aqui, considerou que essas reuniões são espaços para a articulação da solidariedade em nível regional.

Da mesma forma, acrescentou, permitem o planejamento de ações para denunciar o bloqueio imposto por Washington contra o povo da nação caribenha e a inclusão da ilha na “lista arbitrária e unilateral de países patrocinadores do terrorismo”.

Em declarações à Prensa Latina, o secretário geral do Partido Comunista do México, Rafael Castañeda, exigiu respeito à soberania de Cuba e pediu a eliminação do cerco econômico, comercial e financeiro contra o país, uma política que ele descreveu como desumana e genocida.

“Não há dúvida de que temos de exercer pressão por todos os meios para pôr fim ao bloqueio econômico (…), que é uma barreira ao pleno desenvolvimento do povo”, disse a deputada María Magdalena Rosales.

Idania Ramos, responsável pelo México no Instituto Cubano de Amizade com os Povos, reafirmou a imensa gratidão para com essa nação norte-americana.

Ela considerou que o evento, realizado no Centro Cultural Futurama, tem um significado especial, pois é o preâmbulo do IX Encontro Continental de Solidariedade com Cuba, que será realizado de 9 a 12 de outubro deste ano, também nesta capital.

Organizado pelo Movimento Mexicano de Solidariedade com Cuba, o evento deste fim de semana acontece em um momento em que o cerco dos Estados Unidos se intensifica, após o retorno à Casa Branca de Donald Trump, que busca por todos os meios cortar as fontes de financiamento do país antilhano.

A abertura contou com a presença, além de mais de 230 delegados, de diplomatas da Nicarágua, Venezuela e Vietnã, e representantes de organizações como o Partido Socialista Popular, o Partido Comunista, a Frente Juvenil Comunista e a Associação de Cubanos Residentes no México.

mem/las/mb

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