Em um artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, Cairo classificou como questionável o encontro realizado no último dia 19 de outubro, argumentando que ele contradiz os princípios da organização internacional.
Ele rejeitou a participação de representantes de setores anticubanos do estado da Flórida, bem como o uso das instalações de uma entidade criada para preservar a paz e a segurança mundiais em atividades que, segundo sua avaliação, atendem a interesses alheios à Carta das Nações Unidas.
O encontro, convocado pela representação norte-americana, provocou protestos de diplomatas cubanos na referida cidade dos Estados Unidos.
A delegação da ilha denunciou a presença de indivíduos ligados a ações terroristas contra o país caribenho.
Cairo também associou o episódio, que classificou como repudiável, ao debate que a Assembleia Geral da ONU realizará nos dias 27 e 28 de outubro sobre a resolução que pede o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba há mais de seis décadas.
Segundo o diplomata, a representação norte-americana tentará influenciar a posição dos Estados-membros por meio de pressões e argumentos que ele qualificou como falsos.
Além disso, afirmou que as sanções e medidas coercitivas contra a maior das Antilhas geram rejeição em diversos países e organismos multilaterais.
Condenar o bloqueio é um dever ético, humanista e de respeito à vida, afirmou o embaixador, que denunciou as consequências das restrições sobre o acesso da população cubana a alimentos, medicamentos e combustíveis.
Ele classificou a medida como uma política de punição coletiva e alertou que seus efeitos transcendem a esfera econômica. Na sua avaliação, as medidas norte-americanas constituem uma ameaça às condições de vida da população cubana e ao exercício da soberania nacional.
Por fim, Cairo Palomo expressou confiança de que a comunidade internacional voltará a se manifestar contra as medidas unilaterais e concluiu o texto com uma frase que resume a posição de Havana: “Cuba não é uma ameaça. O bloqueio, sim”.
ocs/dsa/dns





