Segunda-feira, Outubro 26, 2026
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Embaixador cubano no Brasil rejeita evento polêmico na ONU

Brasília, 22 out (Prensa Latina) O embaixador de Cuba no Brasil, Víctor Cairo, criticou hoje um evento organizado pelos Estados Unidos na sede das Nações Unidas, em Nova York, e denunciou manobras diplomáticas norte-americanas contra o seu país.

Em um artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, Cairo classificou como questionável o encontro realizado no último dia 19 de outubro, argumentando que ele contradiz os princípios da organização internacional.

Ele rejeitou a participação de representantes de setores anticubanos do estado da Flórida, bem como o uso das instalações de uma entidade criada para preservar a paz e a segurança mundiais em atividades que, segundo sua avaliação, atendem a interesses alheios à Carta das Nações Unidas.

O encontro, convocado pela representação norte-americana, provocou protestos de diplomatas cubanos na referida cidade dos Estados Unidos.

A delegação da ilha denunciou a presença de indivíduos ligados a ações terroristas contra o país caribenho.

Cairo também associou o episódio, que classificou como repudiável, ao debate que a Assembleia Geral da ONU realizará nos dias 27 e 28 de outubro sobre a resolução que pede o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba há mais de seis décadas.

Segundo o diplomata, a representação norte-americana tentará influenciar a posição dos Estados-membros por meio de pressões e argumentos que ele qualificou como falsos.

Além disso, afirmou que as sanções e medidas coercitivas contra a maior das Antilhas geram rejeição em diversos países e organismos multilaterais.

Condenar o bloqueio é um dever ético, humanista e de respeito à vida, afirmou o embaixador, que denunciou as consequências das restrições sobre o acesso da população cubana a alimentos, medicamentos e combustíveis.

Ele classificou a medida como uma política de punição coletiva e alertou que seus efeitos transcendem a esfera econômica. Na sua avaliação, as medidas norte-americanas constituem uma ameaça às condições de vida da população cubana e ao exercício da soberania nacional.

Por fim, Cairo Palomo expressou confiança de que a comunidade internacional voltará a se manifestar contra as medidas unilaterais e concluiu o texto com uma frase que resume a posição de Havana: “Cuba não é uma ameaça. O bloqueio, sim”.

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