Em um comunicado, Barghouti afirmou que mais de 1.300 postos de controle militar, a maioria deles fechados, estão isolando cidades e vilas palestinas e dificultando os serviços econômicos, educacionais e de saúde.
Ele também observou que as incursões militares, prisões em massa, demolições de casas e restrições ao acesso dos agricultores às suas terras estão exacerbando a situação, particularmente durante a atual temporada de colheita de azeitonas.
O líder palestino acusou Israel de usar grupos de colonos para promover a expansão dos assentamentos e afirmou que seus ataques incluem a apropriação de terras, a queima e destruição de olivais, o incêndio criminoso de casas e propriedades e agressões contra agricultores.
Segundo Barghouti, essas ações visam deslocar a população palestina e facilitar a anexação de territórios. Ele afirmou ainda que a resistência das comunidades palestinas e dos comitês populares constitui um obstáculo a esses objetivos.
O líder alertou que Israel pode estar se aproveitando da atenção internacional voltada para a situação regional para intensificar suas operações nos territórios palestinos ocupados.
Diante desse cenário, ele pediu à comunidade internacional que adote medidas contra a ocupação e os assentamentos, incluindo sanções e boicotes, e instou os palestinos dentro e fora de seus territórios a apoiarem as comunidades na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.
Os ataques das forças israelenses e dos colonos contra agricultores palestinos aumentam durante a colheita de azeitonas, com relatos de agressões, restrições de acesso aos campos, roubo de colheitas e destruição de árvores. Os dados palestinos citados no relatório indicam que o número de colonos israelenses na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, é de cerca de 750.000, distribuídos por 194 assentamentos e aproximadamente 400 postos avançados.
Os assentamentos israelenses nos territórios palestinos ocupados são considerados ilegais segundo o direito internacional.
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