Em um artigo publicado na mídia regional, Mafa sustentou que a história não é simplesmente a de uma pequena ilha enfrentando dificuldades, mas sim a de um povo que, por mais de seis décadas, manteve-se confiante e desafiador diante do Estado imperialista mais poderoso do mundo.
Intitulado “O Bloqueio dos Estados Unidos, a Agressão Imperialista e o Espírito Inquebrável da Revolução Cubana”, o texto enfatizou como o cerco desumano e criminoso de Washington não conseguiu quebrar a resiliência da nação caribenha.
A Revolução Cubana, indicou ele, resistiu a uma extraordinária campanha de guerra econômica, financeira, diplomática e política por ter ousado defender o princípio fundamental do direito soberano de determinar seu próprio futuro.
Publicada no The Panafrikanist e no Southern African Eye News, a análise citou o relatório de 2016 sobre o embargo dos EUA e alerta para os danos estimados causados pela medida coercitiva unilateral no último ano, totalizando US$ 8,083 bilhões.
Segundo Mafa, esses números não devem ser tratados como estatísticas abstratas, pois por trás de cada dólar há hospitais lutando por suprimentos, famílias enfrentando escassez, trabalhadores impossibilitados de chegar aos seus empregos, estudantes com a educação interrompida, agricultores sem insumos e comunidades sofrendo com cortes de energia e água.
O objetivo nunca foi escondido desde o infame memorando de 1960 do Subsecretário de Estado Lester Mallory, que defendia medidas destinadas a enfraquecer a economia de Cuba e provocar fome, desespero e as condições necessárias para derrubar o governo revolucionário.
De acordo com o texto, em 2026 o bloqueio foi reforçado por meio de um embargo de energia, sanções secundárias, perseguição financeira e medidas destinadas a dissuadir países terceiros de fazer negócios com Cuba.
Como exemplo, citou os quase 1.400 megawatts de capacidade de geração que ficaram ociosos devido à escassez de combustível, deixando as famílias com uma média de mais de 20 horas de falta de energia.
Observou também que, entre março de 2025 e fevereiro de 2026, pelo menos 34 instituições bancárias internacionais suspenderam ou rejeitaram transações com Cuba por receio de sanções secundárias.
O professor alertou que isso representa o imperialismo agindo além das fronteiras nacionais, como coerção extraterritorial incompatível com a verdadeira soberania internacional.
No entanto, Cuba se recusa a se render, e essa resistência é talvez a lição mais importante, enfatizou. Para os africanos, disse ele, a solidariedade com a nação caribenha não é caridade, mas reciprocidade, uma expressão dos laços históricos forjados quando Cuba se posicionou ao lado da libertação do continente.
Na opinião do coordenador da Cátedra Fidel Castro da Universidade de Midlands, no Zimbábue, a luta de Cuba é, portanto, também nossa e, afirmou, a resposta deve ser uma solidariedade mais forte, não o silêncio. Internacionalismo, não indiferença; cooperação, não coerção; e soberania, não dominação imperial.
A ilha deve ter permissão para viver, desenvolver-se e determinar seu próprio destino sem interferência externa, concluiu o artigo publicado pelo The Panafrikanist e pelo Southern African Eye News.
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