Segunda-feira, Julho 27, 2026
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Presidente da RDC enviou mensagem ao homólogo de Angola

Luanda, 24 jul (Prensa Latina) O presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, enviou hoje uma mensagem ao seu homólogo de Angola, João Lourenço, entregue pelo ministro da Integração Regional, Floribert Anzuluni Isiloketshi, na qualidade de enviado especial.

A mensagem, de caráter confidencial, aborda a evolução da situação de segurança no leste do Congo, bem como as excelentes relações entre os dois países e a cooperação entre os chefes de Estado, conforme declarou à imprensa Anzuluni Isiloketshi.

O enviado descreveu a situação no leste do Congo como “muito preocupante”, marcada por confrontos armados, perda de vidas e crise humanitária, apesar dos esforços diplomáticos e políticos em andamento.

Ele se referiu ao diálogo nacional inclusivo convocado pelo governo congolês e apoiado pelos líderes religiosos, que deve ocorrer nos próximos dias com o objetivo de fortalecer a coesão nacional e buscar soluções para pôr fim ao conflito.

Ele acrescentou que esse processo deve criar as condições para consolidar a paz e enfrentar os desafios de segurança que afetam a região.

Desde janeiro, o presidente Tshisekedi concordou com a realização de um diálogo nacional inclusivo e buscou o apoio de Angola, que, no mês de fevereiro, recebeu da União Africana o mandato de estabelecer a coordenação.

No entanto, o chefe de Estado da RDC havia se recusado a permitir qualquer participação dos rebeldes da Aliança do Rio Congo-Movimento 23 de Março (AFC/M23), que, com o apoio de Ruanda, mantêm ocupados vários territórios nas províncias de Kivu do Sul e Kivu do Norte.

O presidente também havia insistido para que essas conversas fossem organizadas em Kinshasa pelo governo, sem que essa iniciativa colocasse em causa as instituições estabelecidas por meio de eleições, o que foi rejeitado pela oposição.

Angola informou, no último dia 20 de maio, sobre a apresentação ao Governo da RDC de um Roteiro para um diálogo intercongolês inclusivo e seus respectivos Termos de Referência, em cumprimento ao mandato recebido.

O comunicado indicou que, após consultas às partes interessadas, as opiniões e pontos de vista dos atores foram compilados em uma proposta, que foi apresentada ao presidente Tshisekedi em 7 de março. O Ministério das Relações Exteriores de Angola precisou, então, que havia recebido a resposta das autoridades da RDC e reiterou a vontade de manter laços de boa vizinhança, amizade e cooperação bilateral, deixando entrever a existência de divergências.

O tema voltou à tona no início de julho, quando o presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, atual presidente da União Africana, reuniu-se em seu país com líderes da oposição e religiosos para abordar as possíveis limitações a um diálogo intercongolês.

Na mesma semana, uma delegação da Conferência Episcopal Nacional do Congo viajou para Brazzaville e conversou com o presidente do Congo, Denis Sassou-NâÖGuesso, e um enviado especial chegou a Luanda com uma missiva para o chefe de Estado, João Lourenço.

rc/kmg/bm

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