Em um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores iraniano, Baghaei afirmou que nenhuma ordem pode justificar esse tipo de ato.
“As ordens emitidas por altos funcionários norte-americanos não isentam os responsáveis por crimes de guerra de sua responsabilidade penal”, ressaltou.
O porta-voz sustentou que Washington pretende sacrificar o que resta do direito internacional humanitário e dos valores humanitários em favor de suas políticas bélicas.
Ele também alertou que os ataques contra infraestruturas civis, como pontes e usinas de energia, constituem uma violação do direito internacional.
Baghaei classificou essas ações como atos de retaliação e punição coletiva, práticas que, segundo ele, são expressamente proibidas e podem constituir crimes de guerra tanto nos termos do direito internacional quanto da legislação norte-americana. As declarações foram feitas depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou bombardear infraestruturas iranianas, incluindo pontes e usinas elétricas, em resposta a qualquer ataque de Teerã contra navios ou ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
Trump anunciou, no último dia 8 de julho, o fim do cessar-fogo previsto no memorando de entendimento assinado com o Irã em 18 de junho.
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