Durante uma entrevista nesta quinta-feira à emissora Rádio Centro Digital, o presidente afirmou que, a partir de setembro, o governo impulsionará o pacote de obras.
“O Estado precisa investir. Já temos estabilidade econômica, temos um risco-país estável, temos um orçamento público bastante estável. Agora é o momento de injetar esse capital em investimentos públicos”, declarou o presidente.
Entre os projetos anunciados, ele mencionou a construção de um novo Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito, com capacidade para 60 mil espectadores, iniciativa para a qual, segundo ele, existe um “pré-acordo” com uma pré-candidata à prefeitura da cidade.
Embora não tenha mencionado seu nome, a candidata do movimento governista Ação Democrática Nacional (ADN) para esse cargo é Giovanna Ubidia, atual diretora nacional do Seguro Social Camponês.
Além disso, ele destacou que a obra seria executada com a participação da empresa que atuou na reforma do estádio Santiago Bernabéu, em Madri, embora não tenha especificado se se tratará de uma reconstrução total ou de uma reforma do edifício atual.
Noboa também se referiu a possíveis mudanças no projeto de ampliação do Metrô de Quito e levantou a possibilidade de estender a linha até Calderón, em vez de La Ofelia, como propôs a administração da capital, atualmente liderada pelo candidato da oposição à reeleição, Pabel Muñoz.
Nas redes sociais, alguns usuários lembraram que o presidente prometeu, há um ano e meio, apoiar a expansão do Metrô, mas até agora não disponibilizou nem os recursos financeiros nem as garantias necessárias para solicitar o crédito para a obra.
O plano do chefe de Estado também prevê o início da construção da quinta ponte de Guayaquil, projeto viário que conectaria a zona portuária aos corredores logísticos de outras províncias, e do novo Museu Nacional.
No âmbito político, o presidente defendeu a suspensão da Revolução Cidadã (RC) e do movimento Amigo, ambas as organizações sancionadas pelo Tribunal Contencioso Eleitoral (TCE) no âmbito de investigações confidenciais conduzidas pelo Ministério Público.
Segundo Noboa, as medidas respondem a supostas irregularidades relacionadas à lavagem de dinheiro.
“É como se quatro ladrões tivessem entrado em um carro, saído dele e entrado em outro. Eles não deixaram de ser ladrões. Apenas trocaram de veículo”, afirmou ao se referir à possibilidade de figuras da RC tentarem participar das eleições por meio de outra organização política.
No entanto, ele garantiu que os candidatos da RC poderão concorrer por qualquer partido que “tenha cumprido a legalidade”, tenha realizado suas eleições primárias e não esteja enfrentando investigações por supostas irregularidades financeiras.
As declarações do presidente ocorreram depois que a RC denunciou que as suspensões de sua organização e do Amigo visam impedir a participação de seus candidatos nas eleições locais de 29 de novembro, enquanto grupos sociais e de direitos humanos alertaram sobre uma deterioração das garantias democráticas e do pluralismo político.
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