Quarta-feira, Julho 22, 2026
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Irã adverte os EUA contra ataques a instalações nucleares

Teerã, 22 jul (Prensa Latina) O Irã advertiu hoje os Estados Unidos de que qualquer ataque contra suas instalações nucleares seria considerado uma escalada bélica e provocaria uma resposta contra os interesses e aliados de Washington na região.

O Quartel-General Central “Khatam Al-Anbiya”, órgão responsável por comandar as operações de guerra das Forças Armadas iranianas, divulgou um comunicado em resposta às ameaças americanas de atacar complexos nucleares do país.

A instituição afirmou que uma ação militar contra essas instalações agravaria o conflito regional e tornaria alvos legítimos as bases, os interesses e os aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta terça-feira lançar em breve um ataque contra um local próximo à usina de enriquecimento de urânio de Natanz, localizada no centro do Irã.

O local mencionado, conhecido como Montanha de Pickaxe, é uma instalação nuclear subterrânea onde, segundo agências de inteligência ocidentais, Teerã está construindo uma usina de enriquecimento não declarada.

Durante quase duas semanas, os Estados Unidos lançaram sucessivas ondas de ataques contra território iraniano, enquanto Teerã respondeu com ações contra bases militares, instalações e alvos que considera ligados a Washington em vários países da região.

A escalada ocorre apesar do memorando de entendimento assinado por Washington e Teerã em junho, que estabeleceu um cessar-fogo para pôr fim aos combates iniciados em 28 de fevereiro e previa negociações para chegar a um acordo mais abrangente.

No entanto, Trump declarou, no último dia 8, o fim da trégua após os ataques contra vários petroleiros no Estreito de Ormuz, pelos quais os Estados Unidos responsabilizaram o Irã, e ordenou a retomada das operações militares dentro daquele país.

Washington exige que Teerã suspenda os ataques contra navios e garanta a liberdade de navegação pelo Estreito de Ormuz, enquanto as autoridades iranianas insistem em estabelecer um mecanismo para regular o tráfego marítimo por essa rota estratégica.

Os Estados Unidos defendem que os navios comerciais utilizem uma rota diferente daquela estabelecida pelo Irã, proposta rejeitada por Teerã, que ameaça atacar qualquer embarcação que atravesse o estreito sem coordenação prévia.

A disputa aumentou os temores quanto a uma possível interrupção das exportações de petróleo e gás por essa rota, considerada essencial para o abastecimento energético mundial.

ro/fm/bm

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