A assistência financeira condicionada beneficiará 1.500 produtores, com o objetivo de que cultivem hortaliças frescas em pelo menos 1 dunum de terra, unidade local de área equivalente a cerca de mil metros quadrados, segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa dessa organização internacional.
Por meio desse apoio, a FAO prevê que os agricultores possam suprir a ingestão anual recomendada de hortaliças para cerca de 100 mil pessoas, com base nas recomendações alimentares dessa instituição, bem como da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Trata-se de uma ampliação de um programa piloto financiado em 2025 pelo Fundo Humanitário para os Territórios Palestinos Ocupados (FPO), que prestou apoio a cerca de 200 famílias para a produção de hortaliças frescas.
Essa iniciativa possibilitou o cultivo de 720 dunums, onde foram colhidas 1.094 toneladas métricas de hortaliças frescas, incluindo berinjelas, pimentões e tomates, para atender às necessidades de mais de 13 mil pessoas, destaca o texto.
Ciro Fiorillo, chefe do Escritório da FAO na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, destacou a esse respeito que esse apoio “permite que os agricultores adquiram insumos escassos e caros e comecem a plantar imediatamente, enquanto aguardam a retomada das importações comerciais de insumos agrícolas essenciais”.
No entanto, como consequência da destruição causada pelos ataques de Israel, que provocaram a morte de mais de 73 mil palestinos em Gaza, a recuperação do setor agroalimentar da Faixa é limitada, também devido à escassa disponibilidade de terras cultiváveis, com baixa acessibilidade e disponibilidade de insumos agrícolas.
A situação da produção agrícola é complexa e o atendimento às necessidades alimentares da população é muito baixo, devido também ao fato de que “as autorizações pontuais que permitem ao setor privado e às organizações humanitárias introduzir insumos em Gaza não são suficientes”, acrescentou Fiorillo.
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