O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, afirmou que as declarações da parte norte-americana “carecem totalmente de fundamento” e constituem uma “difamação maliciosa”.
O porta-voz destacou que essas alegações já foram desmentidas e reiterou que a China mantém o princípio de não interferência nos assuntos internos de outros países.
Lin ressaltou que Beijing não tem interesse nem jamais interveio nas eleições americanas.
O porta-voz questionou, por outro lado, as práticas dos Estados Unidos em matéria de ingerência internacional e vigilância global.
Segundo ele, a comunidade internacional sabe quem intervém frequentemente nos assuntos internos de outros países, submete governos, empresas e cidadãos à vigilância e realiza operações massivas de coleta de dados no exterior.
Lin instou Washington a refletir sobre sua conduta, cessar as acusações infundadas contra a China e evitar usar o país asiático como tema de debate no processo eleitoral dos Estados Unidos.
O porta-voz acrescentou que os Estados Unidos devem adotar medidas que contribuam para o desenvolvimento estável das relações bilaterais.
As declarações de Beijing foram uma resposta a notícias divulgadas pela mídia norte-americana, segundo as quais Trump afirmou ter divulgado um relatório de inteligência que, segundo ele, sustenta que a China interferiu nas eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2020.
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