As autoridades sanitárias decidiram elevar o nível de emergência ao máximo tanto em cidades do norte quanto do centro e do sul da Itália; além de Bolonha, Brescia, Florença, Frosinone, Perugia, Roma e Turim, agora se somam Cagliari, Campobasso, Gênova, Latina, Palermo, Pescara, Rieti e Viterbo.
Os demais municípios do país, monitorados diariamente por esse ministério, encontram-se em alerta amarelo ou laranja, já que em nenhum deles o nível de risco é mínimo, o que confirma as condições climáticas extremas que assolam a Itália há mais de uma semana, aponta um relatório publicado no site do jornal Il Sole 24 Ore.
A situação em Roma é particularmente preocupante, pois na capital italiana, segundo estimativas da organização ambientalista Legambiente, nos últimos dez anos, em 124 de seus 155 bairros foi registrada, entre 1º de junho e 31 de agosto, uma temperatura média diurna do solo entre 40 e 45 graus Celsius.
A situação é mais grave em 12,0% desses bairros romanos, com temperaturas acima de 45 graus Celsius, enquanto apenas 8,0 pontos percentuais deles registraram, durante essa década, temperaturas médias abaixo de 40 graus, indica a reportagem.
Entre os riscos à saúde decorrentes do calor extremo, além da insolação, estão o agravamento de doenças cardíacas e pulmonares, bem como de doenças metabólicas como o diabetes, e até mesmo o aumento de problemas mentais como ansiedade e depressão, afirmam os especialistas.
A Associação Nacional de Consórcios para a Gestão e Proteção de Terras e Águas de Irrigação (ANBI) afirmou, com base em estimativas do Centro Comum de Pesquisa da União Europeia, que, neste país, morrem aproximadamente 10 mil pessoas por ano devido ao calor extremo.
Massimo Gargano, diretor-geral da ANBI, afirmou que, com base nas previsões dos pesquisadores, a taxa de mortalidade dobrará até 2040, diante de um aumento médio da temperatura de 3,0 graus, acrescenta a fonte.
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