Os 4.099 socorristas internacionais da América Latina, América, Europa e Ásia, mobilizados nas zonas de catástrofe, mantêm o trabalho ininterrupto com o uso de tecnologias avançadas, cães de busca, veículos e o fornecimento de 707.063 toneladas de ajuda humanitária.
Na véspera, esta cooperação esteve em ação com a chegada de mais um grupo de especialistas em resgate do México, bem como de novos carregamentos de material médico e equipamentos de telecomunicações provenientes do Panamá, do Equador, da Argentina, da Alemanha e do Brasil, para ajudar as vítimas e dar resposta à situação de emergência.
O ministro venezuelano das Relações Exteriores, Yván Gil, anunciou no Telegram a chegada, ontem, de uma missão técnica de Israel com especialistas em engenharia estrutural e ciências aplicadas, que se juntaram às avaliações técnicas das infraestruturas afetadas.
Os últimos relatórios oficiais indicaram danos em 885 edifícios em todo o país como consequência dos sismos, dos quais 189 ruíram totalmente, 158 deles em La Guaira, enquanto 666 sofreram danos muito graves ou ruíram parcialmente.
A governante encarregada, Delcy Rodríguez, estabeleceu como prioridade proteger a vida dos sobreviventes dos sismos da passada quarta-feira, das famílias alojadas nos acampamentos temporários e daqueles que ainda necessitam de um local seguro.
Ontem à noite, a governante, acompanhada por outras autoridades, visitou as instalações do hospital de campanha montado pela Samaritan’s Purse, uma organização cristã internacional com sede nos Estados Unidos e presença global, com capacidade para atender até 200 doentes por dia, segundo informou a Presidência.
Além disso, visitou o centro de operações das equipas de resgate da França, do Peru, da Alemanha e da Jordânia.
Ainda em La Guaira, numa cerimónia com autoridades governamentais e embaixadores, a chefe de Estado entregou as condecorações «Heróis Caninos da Venezuela» e «Heróis da Venezuela» de segunda classe a socorristas da Itália e da Suíça.
Enviou, ainda, cartas de agradecimento e condecoração à primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e ao presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin.
A chefe de Estado afirmou que o luto pelas vítimas se transformou em gratidão para com todos os povos dos 31 países que chegaram à Venezuela, que se tornou um território onde a «esperança humanitária vibra em cada um dos corações».
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