Em comunicado, a Presidência enfatizou que espera uma declaração pública de ambas as partes aceitando a data proposta.
A decisão surge na sequência de uma reunião realizada na última segunda-feira em Luanda entre o Presidente angolano, João Lourenço; o seu homólogo togolês e mediador da União Africana, Faure Essozimna Gnassingbé; o Presidente da RDC, Félix Tshisekedi; e o antigo Presidente da Nigéria e facilitador do processo, Olusegun Obasanjo.
A mensagem acrescentou que os envolvidos no cessar-fogo foram consultados sobre a proposta e devem agora confirmar publicamente a sua aceitação da entrada em vigor do mesmo.
“Quanto ao início da fase preparatória do diálogo intercongolês, a realizar-se em Luanda, anunciaremos oportunamente”, acrescentou o comunicado, esclarecendo que o encontro previsto entre os vários atores da RDC terá lugar na capital angolana.
Na segunda-feira passada, na sequência da referida reunião, Angola foi incumbida de iniciar consultas com todas as partes interessadas, com vista a criar as condições para o diálogo intercongolês.
Num documento produzido durante a reunião, os participantes instaram também à declaração de um cessar-fogo, que entraria em vigor “na data e hora a serem acordadas”.
Além disso, incentivaram a aceleração da implementação dos Mecanismos de Verificação do Cessar-Fogo acordados em Doha, no Qatar, a 14 de outubro. Recordaram ainda as decisões adotadas ao abrigo do Acordo de Washington de 4 de dezembro de 2025 e das Resoluções 2773 (2025) e 2808 (2025) do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Em particular, referiram-se à retirada das tropas ruandesas do território congolês e à neutralização das Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda (FDLR).
Desde o início de 2026, o Presidente Tshisekedi tem visitado Luanda em busca de apoio para avançar os processos de paz estagnados, o que levou o Presidente Lourenço a intensificar os esforços diplomáticos com diversos atores.
O presidente congolês também tem sido muito ativo na região, que, após a proeminência dos Estados Unidos e do Catar nos processos de paz, havia ficado um tanto à margem.
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