Uma análise publicada nesta sexta-feira no jornal Il Fatto Quotidiano aponta que Trump “não está parando, seguindo um padrão já conhecido” e que “na noite passada chegou uma nova ameaça” com a assinatura de “uma ordem executiva que imporia uma tarifa sobre todos os produtos de países que vendem ou fornecem petróleo para Cuba”.
Essa medida, segundo o jornal, “serve para pressionar ainda mais o México”, assim como outras nações do mundo, um ato que Cuba considera verdadeiro terrorismo de Estado, usando a energia como arma contra a população civil, além de pirataria econômica, ao interferir no comércio legítimo de terceiros países.
Por sua vez, o jornal Il Post, referindo-se a essa nova agressão dos EUA contra a nação caribenha, lembra que “Cuba atravessa uma grave situação econômica há anos”, em grande parte causada pelo embargo comercial e financeiro dos EUA.
O jornal também alerta que “o petróleo é essencial para os inúmeros serviços de Cuba” e adverte que “a ilha já não possui reservas suficientes para suprir todas as suas necessidades energéticas, e os apagões são constantes”.
Uma reportagem publicada no site do canal de televisão Sky TG24 tem o título “Donald Trump ameaça com tarifas os países que vendem petróleo para Cuba: O que está acontecendo?”.
O artigo se refere ao decreto de Trump, que “estabelece um procedimento para a imposição de tarifas sobre produtos de países que vendem ou fornecem petróleo para Cuba”, e destaca a resposta da nação cubana, classificando a medida como “um ato de agressão brutal”.
O veículo de notícias citou o Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, que denunciou essa ação genocida contra seu povo, que enfrenta há mais de 65 anos o bloqueio econômico mais longo e cruel já imposto a uma nação inteira, e que agora corre o risco de ser submetido a condições de vida extremas.
“Condenamos veementemente a nova escalada dos Estados Unidos”, declarou o Ministro das Relações Exteriores em uma mensagem, afirmando que “agora eles propõem impor um bloqueio total ao fornecimento de combustível ao nosso país” e “para justificá-lo, se apoiam em uma longa lista de mentiras que tentam retratar Cuba como uma ameaça que ela não é”.
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