Em declarações à Agência Brasil, o diplomata classificou a votação na Assembleia Geral do organismo internacional como uma vitória cubana, ao observar que a maior parte do mundo voltou a rejeitar as medidas coercitivas impostas pelos Estados Unidos ao longo de mais de seis décadas.
Ontem, 130 países manifestaram-se a favor do levantamento do cerco imposto à maior das Antilhas; 17 votaram contra e 25 abstiveram-se.
Cairo criticou o fato de a votação ter ocorrido em um contexto de pressão brutal e chantagem por parte de Washington sobre nações soberanas, por meio de ameaças econômicas, restrições a vistos e possíveis cortes em verbas de cooperação internacional.
Ele ressaltou que tais ações não impediram que a maioria dos Estados apoiasse, mais uma vez, a demanda cubana pelo fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro.
Para o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, o apoio majoritário constitui uma expressão de solidariedade com o povo da ilha diante das sanções e ameaças norte-americanas.
A resolução, intitulada “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba”, é submetida a votação desde 1992.
Segundo dados citados no debate internacional, o cerco causou ao país caribenho prejuízos superiores a oito bilhões de dólares entre março de 2025 e fevereiro de 2026, com impactos na economia e na capacidade de garantir serviços essenciais.
As restrições agravam as dificuldades da ilha para importar petróleo, medicamentos e outros produtos indispensáveis, em um cenário de crise energética, apagões e escassez de bens básicos. Cuba sustenta que o bloqueio constitui uma forma de punição coletiva contra a sua população e reivindica que seja respeitado o seu direito de decidir o seu próprio sistema político e econômico, sem pressões externas.
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