Essas ações tiveram como alvo uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio por meio de imóveis de alto valor, veículos de luxo e aeronaves executivas registrados em nome de terceiros.
Segundo a Agência Brasil, os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal e cumpridos em endereços na zona sudoeste da capital fluminense, onde os investigadores buscaram documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e outras provas relacionadas às atividades do grupo.
A PF informou que os suspeitos registraram bens e recursos financeiros em nome de familiares, colaboradores próximos e pessoas sem vínculo formal com o núcleo investigado, a fim de ocultar a identidade dos verdadeiros proprietários.
Além disso, as investigações detectaram indícios de uso frequente de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade compatível com sua origem e operações realizadas por meio de empresas brasileiras e estrangeiras.
A nova etapa das investigações decorre da análise de informações extraídas de um aparelho celular apreendido durante uma fase anterior da operação.
Esses dados permitiram identificar novos endereços, estruturas empresariais e ativos supostamente utilizados para administrar, ocultar e movimentar recursos financeiros. A operação tem avançado em diversas fases contra supostas estruturas do crime organizado no Rio de Janeiro.
Na oitava fase, realizada no dia 15 de outubro, a PF cumpriu mandados de prisão e de busca em vários municípios, além de aplicar medidas sobre bens e empresas.
As autoridades continuam reunindo elementos para esclarecer a origem e o destino dos recursos, bem como para determinar as responsabilidades individuais, acrescentou a referida fonte.
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