Sexta-feira, Outubro 30, 2026
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China firme ao lado de Cuba, exige novamente o fim do bloqueio de EUA

Beijing, 29 out (Prensa Latina) A China reafirmou hoje seu apoio a Cuba na defesa de sua soberania e dignidade nacional, e exigiu que os Estados Unidos ponham fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro que mantêm contra a ilha há 64 anos.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que o bloqueio e as sanções unilaterais norte-americanas causaram enormes sofrimentos ao povo cubano.

Guo destacou que, desde 1992, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, por 34 anos consecutivos, resoluções que exigem o levantamento do cerco econômico, comercial e financeiro contra Cuba, com o respaldo de uma maioria esmagadora.

O porta-voz indicou que essas votações refletem a rejeição, por parte da imensa maioria dos países, às graves violações, cometidas pelos Estados Unidos, dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas.

Além disso, ressaltou que a comunidade internacional clama pelo fim imediato das medidas coercitivas que, segundo afirmou, violam gravemente o direito do povo cubano à subsistência e ao desenvolvimento.

A China continuará apoiando a defesa da soberania e da dignidade nacional de Cuba, bem como sua oposição à ingerência externa e ao bloqueio, afirmou Guo.

O porta-voz instou, mais uma vez, Washington a ouvir as reivindicações da comunidade internacional, a pôr fim ao bloqueio e às sanções contra a ilha, e a cessar imediatamente qualquer forma de ameaça ou uso da força contra o país caribenho.

Cuba recebeu, na véspera, o apoio majoritário da comunidade internacional em sua luta contra o bloqueio imposto pelos Estados Unidos, um bloqueio que foi intensificado a níveis sem precedentes durante a administração de Donald Trump. Apesar das pressões e chantagens diplomáticas, 130 Estados-membros votaram ao lado de Cuba nesta denúncia que o país apresenta todos os anos desde 1992.

Anteriormente, durante o debate na ONU, Fu Cong, representante permanente da China junto às Nações Unidas, criticou a continuidade das medidas unilaterais dos Estados Unidos contra a ilha e afirmou que não existe qualquer razão para manter essas ações ilegais, impostas há 64 anos.

Além disso, ressaltou que é injustificável ignorar a demanda por justiça que o povo cubano vem buscando há 34 anos.

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