O grupo investigado cometia fraudes eletrônicas, vazamento de dados confidenciais e obstrução de investigações.
Segundo o portal Brasil 247, a chamada Operação Infiltrados foi executada com o apoio do Grupo de Ação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal.
Foram mobilizados cerca de 120 agentes para cumprir 25 mandados de busca e apreensão emitidos pela Justiça nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.
As ações, precisou a fonte, concentraram-se nas cidades do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói, Cabo Frio, Indaiatuba e Salto.
De acordo com as investigações, a organização obteve acesso ilegal a dados confidenciais de clientes e beneficiários da Caixa Econômica Federal, o que lhe permitiu realizar saques eletrônicos de recursos.
As investigações também revelaram que o grupo contava com uma estrutura composta por servidores públicos, advogados e operadores ligados a redes de contravenção.
Todos os envolvidos supostamente agiam de forma coordenada para dificultar o andamento das investigações, vazar informações privilegiadas e acessar documentos protegidos pelo sigilo judicial.
De acordo com a PF, a participação de funcionários públicos permitiu o acesso indevido a informações confidenciais armazenadas pela instituição financeira, enquanto advogados contratados pela organização teriam intervindo para obstruir as investigações e favorecer os integrantes do esquema.
A corporação indicou, além disso, que a rede criminosa recebia apoio de pessoas ligadas a atividades ilícitas, cuja atuação facilitava a corrupção de agentes públicos e a manutenção do fluxo de dados confidenciais utilizados para executar as operações fraudulentas.
Com base nas provas reunidas até o momento, os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, obstrução da justiça e violação do sigilo funcional.
Enquanto isso, a PF não descartou que, à medida que as investigações avançarem, possam ser imputadas outras acusações relacionadas às atividades do grupo.
A Caixa Econômica Federal, principal banco público do gigante sul-americano e responsável pela administração de inúmeros programas sociais do governo brasileiro, reforçou nos últimos anos seus mecanismos de controle e cooperação com os órgãos de investigação para combater fraudes contra seus clientes e beneficiários.
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