Quarta-feira, Julho 22, 2026
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Desmantelam fraude milionária contra a Caixa Econômica Brasileira

Brasília, 21 jul (Prensa Latina) A Polícia Federal (PF) do Brasil realizou hoje uma operação para desmantelar uma organização acusada de desviar cerca de 45 milhões de reais (cerca de nove milhões de dólares) da Caixa Econômica Federal.

O grupo investigado cometia fraudes eletrônicas, vazamento de dados confidenciais e obstrução de investigações.

Segundo o portal Brasil 247, a chamada Operação Infiltrados foi executada com o apoio do Grupo de Ação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal.

Foram mobilizados cerca de 120 agentes para cumprir 25 mandados de busca e apreensão emitidos pela Justiça nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.

As ações, precisou a fonte, concentraram-se nas cidades do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói, Cabo Frio, Indaiatuba e Salto.

De acordo com as investigações, a organização obteve acesso ilegal a dados confidenciais de clientes e beneficiários da Caixa Econômica Federal, o que lhe permitiu realizar saques eletrônicos de recursos.

As investigações também revelaram que o grupo contava com uma estrutura composta por servidores públicos, advogados e operadores ligados a redes de contravenção.

Todos os envolvidos supostamente agiam de forma coordenada para dificultar o andamento das investigações, vazar informações privilegiadas e acessar documentos protegidos pelo sigilo judicial.

De acordo com a PF, a participação de funcionários públicos permitiu o acesso indevido a informações confidenciais armazenadas pela instituição financeira, enquanto advogados contratados pela organização teriam intervindo para obstruir as investigações e favorecer os integrantes do esquema.

A corporação indicou, além disso, que a rede criminosa recebia apoio de pessoas ligadas a atividades ilícitas, cuja atuação facilitava a corrupção de agentes públicos e a manutenção do fluxo de dados confidenciais utilizados para executar as operações fraudulentas.

Com base nas provas reunidas até o momento, os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, obstrução da justiça e violação do sigilo funcional.

Enquanto isso, a PF não descartou que, à medida que as investigações avançarem, possam ser imputadas outras acusações relacionadas às atividades do grupo.

A Caixa Econômica Federal, principal banco público do gigante sul-americano e responsável pela administração de inúmeros programas sociais do governo brasileiro, reforçou nos últimos anos seus mecanismos de controle e cooperação com os órgãos de investigação para combater fraudes contra seus clientes e beneficiários.

ft/dsa/bm

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