Quarta-feira, Julho 22, 2026
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Exigem fim do bloqueio a Cuba em encontro da Aliança das Civilizações

Luanda, 17 jul (Prensa Latina) O primeiro-ministro da Namíbia, Tjitunga Elijah Ngurare, reafirmou a posição inequívoca de seu país na exigência pelo fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba.

“O povo de Cuba tem o direito de viver em paz, harmonia e com dignidade humana”, enfatizou Ngurare, durante sua intervenção na terceira edição da Iniciativa da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, que se encerra hoje em Luanda.

O primeiro-ministro expôs ontem, na sessão de abertura do evento, quatro pontos que, em sua opinião, o encontro deveria levar em consideração.

O primeiro referia-se ao fato de que a Carta das Nações Unidas e o direito internacional devem permanecer como a pedra angular das relações entre os Estados.

Os princípios da igualdade soberana, da resolução pacífica de conflitos, da não interferência nos assuntos internos de cada país e do respeito à soberania, à integridade territorial e à independência política das nações devem ser preservados de forma consistente e universal, afirmou.

“A ordem internacional não pode prevalecer sem a aplicação desses princípios de maneira igualitária para todos”, enfatizou.

Em segundo lugar, ele mencionou que a Namíbia permanece firme na defesa do direito dos povos à autodeterminação e, nesse sentido, reafirmou seu apoio à nação caribenha e ao povo palestino, que merece uma solução duradoura e justa baseada na resolução das Nações Unidas e na construção de dois Estados com direitos iguais.

Além disso, referiu-se à solidariedade inquestionável com o povo do Saara Ocidental e à implementação total das resoluções das Nações Unidas e da União Africana.

Como terceiro ponto, ele afirmou que a paz sustentável pode ser alcançada por meio da participação significativa e plena das mulheres nos processos, por isso pediu mais ações nessa área; já em quarto lugar, destacou que o multilateralismo e o direito internacional estão sob ameaça.

Devemos reformular o sistema internacional para que seja mais inclusivo e represente melhor a realidade contemporânea, afirmou, acrescentando que a posição da África sobre a necessária e urgente reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas não é apenas uma questão de representatividade. Trata-se de legitimidade, credibilidade e eficácia, indicou.

O primeiro-ministro da Namíbia reconheceu os esforços de Angola em prol da paz no continente e o papel que o país desempenhou, bem como o da solidariedade internacional e do multilateralismo na conquista da independência de seu país.

nmr/kmg/bm

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