Macron visitou a cidade de Fontainebleau, onde se reuniu com os bombeiros que combateram as chamas na reserva natural próxima à cidade, onde o fogo devorou 2 mil hectares de uma das áreas de reserva de biodiversidade mais importantes do país.
Para o chefe de Estado, a França “nunca havia enfrentado tantos episódios de alto risco de incêndios em todo o território desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, em clara alusão às mais de 25 mil hectares de florestas destruídas pelos incêndios em 2026.
A ministra da Transição Ecológica, Monique Barbut, informou que o governo francês planeja lançar um grande plano de investimento para as florestas da França.
A esse respeito, a presidente da região de Île-de-France, Valérie Pécresse, pediu a Macron que liderasse uma grande iniciativa nacional para a regeneração da floresta de Fontainebleau, da mesma forma que fez após o incêndio na catedral de Notre-Dame.
O incêndio continua contido na região, mas ainda não foi extinto.
Cerca de mil bombeiros combatem há quatro dias vários focos na floresta e receberão o apoio de 120 militares do corpo de engenheiros, vindos do leste da França, destacou a France 24.
Com mais de 300 anos de existência, a referida reserva natural possui uma vegetação densa e uma grande concentração de carbono, o que faz com que pequenos focos de fogo permaneçam no subsolo por horas ou dias, ressurgindo quando a temperatura aumenta e sopra vento seco.
Por outro lado, 21 departamentos do centro-leste da França foram colocados hoje em alerta laranja devido a tempestades, um dia após violentos episódios de granizo que causaram os primeiros danos, especialmente nos departamentos de Ardèche e Indre-et-Loire.
Além disso, o serviço Météo-France alertou sobre tempestades que poderiam ser acompanhadas por rajadas de vento de até 120 quilômetros por hora, intensa atividade elétrica, chuvas torrenciais e granizo, algumas com granizo de grande porte.
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