No âmbito desse evento, ocorreu ontem à noite uma recepção que contou com a presença do embaixador de Cuba na Itália, Jorge Luis Cepero, e de outros funcionários dessa missão diplomática, bem como de representantes de forças políticas, de associações solidárias com a ilha e de cidadãos cubanos residentes neste país europeu.
Foram realizadas apresentações de dança a cargo dos mestres de dança cubanos radicados na Itália, Irma Castillo e Lázaro Martín Díaz, nas quais participaram alunos de suas respectivas escolas, entre outras atividades, com a exibição do longa-metragem “Sergio y Serguei”, de 2017.
O embaixador cubano destacou em seu discurso que, para compreender a realidade que seu país vive hoje, é imprescindível partir do fato de que, por mais de seis décadas, “tem sido vítima de uma guerra multidimensional e contínua, cujo objetivo tem sido subjugar todo um povo por meio da fome e das privações”.
Cepero afirmou que essa política desumana se intensificou desde janeiro com um cerco energético, equivalente a um bloqueio naval, que visa estrangular a economia nacional e agravar deliberadamente as condições de vida de milhões de cubanos, em violação aos direitos humanos.
Ao bloqueio econômico, comercial, financeiro e energético somam-se repetidas ameaças de uma agressão militar direta por parte do governo norte-americano, “o que provocaria um banho de sangue e perdas significativas de vidas cubanas e norte-americanas”, enfatizou.
O diplomata agradeceu aos organizadores deste festival pelas jornadas dedicadas a Cuba, entre elas as previstas para os dias 25 e 26 de julho, em homenagem ao 71º aniversário dos ataques aos quartéis de Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, fatos de transcendental importância histórica e política para seu país.
“A cultura defende a identidade de um povo, lembra a ele as razões pelas quais deve permanecer firme e, no caso cubano, fala do passado, do presente e do futuro de uma nação que considera a soberania um valor supremo”, destacou o chefe da representação diplomática da ilha caribenha.
No evento, também tomaram a palavra o líder do partido Pátria Socialista, Igor Camilli, bem como o presidente da Associação Nacional de Amizade Itália-Cuba (Anaic), Marco Papacci, que condenaram a abstenção da Itália na votação para aprovar o debate na ONU sobre o bloqueio dos Estados Unidos, ocorrida no último dia 7 de julho.
Ambos os líderes reconheceram, em seus respectivos discursos, a resistência do governo e do povo cubanos, bem como a firmeza na defesa dos princípios, ao mesmo tempo em que reafirmaram o apoio ao país caribenho, com diversas ações realizadas nos últimos meses e outras previstas para o segundo semestre deste ano.
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