Quarta-feira, Julho 22, 2026
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Alemanha impõe restrições ao uso da água devido à seca histórica

Berlim, 15 de julho (Prensa Latina) As autoridades da cidade alemã de Munique proibiram hoje o enchimento de piscinas particulares, a rega de jardins e gramados diante da pior seca desde a década de 70, informou o jornal Süddeutsche Zeitung.

A medida, válida até 1º de agosto, abrange toda a cidade e isenta apenas terrenos agrícolas, cemitérios e instalações esportivas.

O prefeito Dominik Krause classificou a situação como excepcional e alertou que as restrições poderiam ser prorrogadas caso o vazão dos rios não melhore. Há um mês, a prefeitura já havia desligado 150 fontes ornamentais, suspendido a lavagem de carros oficiais e a limpeza das janelas municipais para economizar cada litro disponível.

“Pedimos à população que evite banhos demorados e use apenas a água estritamente necessária”, declarou Krause, embora os apelos anteriores tenham se mostrado insuficientes.

A medida extrema foi adotada após constatar que os níveis dos aquíferos caíram 40% em relação à média histórica, segundo dados do órgão ambiental da Baviera.

Especialistas em recursos hídricos alertam que as mudanças climáticas agravam os períodos de seca na Europa Central. Na vizinha Renânia do Norte-Vestfália, as multas por captação ilegal de água já chegam a 50 mil euros, enquanto os reservatórios alemães registram seu nível mais baixo em três décadas.

A decisão de Munique reflete a crescente vulnerabilidade das infraestruturas europeias diante de fenômenos meteorológicos extremos. Os analistas concordam que essas restrições, antes pontuais, se tornarão habituais, e que medidas semelhantes poderão se estender a outras cidades do continente caso a ausência de chuvas persista.

Por sua vez, as associações de irrigadores exigem investimentos em redes alternativas de irrigação. O governo federal, entretanto, coordena um plano de emergência para garantir o abastecimento a indústrias essenciais, embora as prioridades sejam claras: o consumo humano e a agricultura, esta última já afetada pelas altas temperaturas desde o início de julho.

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