O comunicado da instituição militar indicou que o navio cargueiro israelense Express Rom, com bandeira da Libéria, foi atacado após ignorar avisos navais e persistir na travessia “ilegal” do estreito.
Horas antes, o navio porta-contêineres Mayuri Nari também foi alvo de um ataque semelhante realizado por aeronaves iranianas.
O comunicado enfatizou que o Estreito de Ormuz está “sob controle iraniano” e reiterou que “os agressores dos EUA e seus aliados não têm o direito de cruzá-lo”.
A declaração ocorre após o Irã anunciar o fechamento do estreito em 2 de março e alertar que qualquer embarcação que tentasse cruzá-lo seria atacada.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde passam cerca de 20 milhões de barris de petróleo diariamente.
Seu fechamento levou a um aumento nos custos de transporte e seguro, bem como nos preços do petróleo bruto, causando preocupação nos mercados internacionais.
Desde 28 de fevereiro, Israel e os Estados Unidos lançaram operações militares contra o Irã, que, segundo Teerã, resultaram na morte de centenas de pessoas, incluindo agentes de segurança.
A República Islâmica respondeu com ataques de mísseis e drones contra Israel e contra interesses dos EUA em países de toda a região, alguns dos quais causaram vítimas e danos à infraestrutura civil, provocando condenação das nações afetadas.
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