A mídia nacional informou que os cidadãos se reuniram em praças e avenidas agitando bandeiras iranianas e carregando imagens do líder, em sinal de luto e condenação ao que classificaram como agressão estrangeira.
Na capital, Teerã, numerosos manifestantes se reuniram na praça Enghelab, onde entoaram slogans contra Washington e Tel Aviv, ao mesmo tempo em que reiteraram seu apoio às instituições da República Islâmica.
Na cidade sagrada de Qom, centenas de pessoas participaram de uma concentração no santuário de Fátima Masoumeh, onde condenaram os Estados Unidos e Israel e exigiram uma resposta firme ao assassinato.
Da mesma forma, em Mashhad, uma bandeira preta foi hasteada sobre a cúpula do Santuário do Imã Reza como sinal de luto, enquanto fiéis e peregrinos expressavam seu pesar pela perda do líder religioso e político.
Cenas semelhantes foram registradas em outras localidades do país, em meio a um clima de tensão crescente. A televisão estatal confirmou na madrugada de domingo a morte do aiatolá Jamenei em ataques lançados no sábado.
A ofensiva atribuída a Tel Aviv e Washington continua, enquanto Teerã mantém ações de resposta contra alvos em Israel e contra bases americanas no Golfo.
Os acontecimentos ocorrem apesar de, durante o mês de fevereiro, terem sido realizadas três rodadas de negociações indiretas entre o Irã e os Estados Unidos sob os auspícios de Omã, em Mascate e Genebra, sem que se tenham alcançado avanços visíveis para conter a escalada.
mem/fm/mb





