A carta foi endereçada à Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, na qual alertaram que as recentes medidas de Washington violam a Carta da ONU e os princípios fundamentais do direito de navegação e de iniciativa privada, além de atacarem os interesses do continente europeu.
Em 29 de janeiro, o presidente Donald Trump declarou que Cuba representa uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional dos EUA e anunciou a imposição de tarifas sobre os países que fornecem ou vendem petróleo ao país, decisão que posteriormente revogou após uma decisão contrária do Supremo Tribunal, embora não tenha abandonado sua cruzada contra a ilha.
A carta foi assinada, entre outros, pelos eurodeputados Irene Montero, Marc Botenga, Estrella Galán, Danilo Della Valle, Tilly Metz, Leïla Chaibi, Catarina Martins, Isabel Serra, Ana Miranda, Konstantinos Arvanitis, Lynn Boylan e Kateřina Konečná.
Segundo os eurodeputados, a nova cruzada anticubana de Trump é repreensível, pois constitui uma punição coletiva contra o povo cubano e interfere nas atividades econômicas, financeiras e comerciais legítimas das empresas europeias.
A UE não pode simplesmente ficar de braços cruzados, pois dispõe dos instrumentos políticos e jurídicos para agir contra medidas extraterritoriais e proteger a sua soberania, enfatizaram.
Nesse sentido, instaram Kallas e outras entidades do bloco de 27 membros a tomarem iniciativas concretas com o objetivo de garantir relações internacionais pautadas na cooperação e no respeito mútuo, em vez de imposições unilaterais.
O embaixador cubano na Bélgica e na UE, Juan Antonio Fernández, expressou sua gratidão pelo gesto dos 35 eurodeputados de diversos países e partidos durante um período tão desafiador para a nação caribenha.
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