Equipes do Corpo Militar de Bombeiros do Território (CBMMG) mantêm operações contínuas nas áreas afetadas por deslizamentos de terra e transbordamento de rios nesses dois municípios, apesar do terreno instável e do risco de novas chuvas.
Segundo as autoridades locais, 31 mortes foram registradas na região até o momento, com 208 resgates realizados, enquanto 36 pessoas permanecem desaparecidas.
O tenente Henrique Barcellos, do CBMMG, informou à imprensa que o trabalho não será interrompido e que estão operando dentro do protocolo estabelecido, respeitando os limites de segurança, mas utilizando os equipamentos necessários.
“Estamos diante de um cenário instável com a chegada das chuvas”, afirmou. Portanto, as equipes precisam trabalhar em um ambiente já caótico, garantindo segurança e eficiência para que esses recursos cheguem às vítimas, afirmou o oficial.
Segundo o meteorologista Alexandre Nascimento, a precipitação esperada para quatro dias foi registrada em apenas quatro horas na Zona da Mata, fenômeno que causou o colapso parcial da infraestrutura e o transbordamento de cursos d’água.
O especialista explicou à CNN Brasil que alguns locais registraram entre 150 e 180 milímetros de chuva em apenas duas ou três horas, o que, combinado com o solo já saturado, visto que o total mensal havia chegado a aproximadamente 500 milímetros antes desse evento extremo, resultou em fortes chuvas.
Ele detalhou que a forte precipitação se deu à combinação de diversos fenômenos meteorológicos, incluindo uma frente fria próxima ao litoral sudeste, fenômenos típicos de verão como o Anticiclone Boliviano e um vórtice ciclônico de alta altitude próximo ao litoral nordeste. Como resultado das chuvas, 25 mortes foram confirmadas no município de Juiz de Fora, enquanto outras seis foram registradas em Ubá.
O governo estadual anunciou a liberação antecipada das verbas orçamentárias planejadas para o próximo ano, destinadas a auxiliar as comunidades afetadas, e equipes técnicas do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura serão enviadas à região para avaliar as estruturas danificadas e elaborar um mapa das zonas de risco.
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