Terça-feira, Maio 19, 2026
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Honduras condena novo ataque dos EUA contra Cuba

Tegucigalpa, 2 fev (Prensa Latina) A organização política de mulheres feministas Luchemos, de Honduras, expressou hoje sua condenação firme e categórica diante da nova escalada de agressão do governo dos Estados Unidos contra o povo soberano de Cuba.

Em um comunicado, a plataforma — que também se define como anticapitalista — aludiu à ordem executiva emitida na última quinta-feira pelo presidente Donald Trump para impedir o fornecimento de petróleo à ilha por meio de sanções a países terceiros.

O decreto do magnata republicano constitui um ato de guerra econômica, baseado em coerção, chantagem e punição coletiva, denunciou o grupo afim ao Partido Libertad y Refundación (Libre), de esquerda, da ex-presidente hondurenha Xiomara Castro (2022-2026).

A ordem de Trump estabelece que a nação antilhana representa “uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa” da Casa Branca.

Para Luchemos, no entanto, a medida não responde a nenhuma “emergência nacional”, mas é a reiteração de uma política imperial sustentada por mais de seis décadas, em referência ao prolongado bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto por Washington a Havana.

A intenção desse cerco tem sido sufocar um povo que decidiu construir um projeto socialista independente, fora do controle do capital transnacional e da hegemonia dos Estados Unidos, afirmou o comunicado, ao qual a Prensa Latina teve acesso.

O bloqueio contra Cuba é uma violação sistemática do Direito Internacional e uma expressão aberta do desprezo do imperialismo pela autodeterminação dos povos, sublinhou.

“Desde Honduras, e a partir de nossa própria experiência histórica de golpes de Estado, interferência externa e tutela política, não podemos ficar em silêncio”, enfatizou a organização feminista Libre.

Advertiu que este ataque contra a nação caribenha não é um fato isolado, mas parte de uma ofensiva regional destinada a disciplinar os povos que resistem.

Além disso, acrescentou, busca “desmantelar projetos revolucionários e restaurar uma ordem colonial que favorece a acumulação de capital à custa da miséria, da expropriação e da violência contra nossos territórios e corpos”.

Como Luchemos, reivindicamos a defesa ativa da Revolução cubana, de sua soberania e de seu direito de decidir seu próprio caminho sem interferências ou chantagens, afirmou.

“Nossa história não é de submissão: é de resistência organizada, de luta coletiva e de solidariedade entre os povos da Nossa América. Defender Cuba é defender o direito dos povos de existirem sem dominação”, declarou a organização progressista de mulheres hondurenhas.

ro/edu/bm

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