Sexta-feira, Julho 03, 2026
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Governo de El Salvador aposta no crescimento econômico

San Salvador, 7 de jan (Prensa Latina) Após obter indicadores econômicos favoráveis para 2025, com crescimento próximo a 4% do Produto Interno Bruto (PIB), o governo de El Salvador aposta agora em uma decolagem em 2026.

Isso de acordo com as projeções oficiais que avaliam o progresso nos setores de turismo, manufatura (particularmente têxtil) e construção civil, que apresentaram bom desempenho no ano anterior.

Nos próximos 12 meses, o governo estima que a chegada de turistas se aproximará ou ultrapassará 4 milhões de visitantes, representando um aumento de 2,4% em comparação com 2025. Esse crescimento poderá ser prejudicado pela falta de acomodações hoteleiras, já que as projeções indicam que o país precisa adicionar aproximadamente 10.000 quartos até 2030.

A presidente do Instituto Salvadorenho de Turismo (ISTU), Eny Aguiñada, afirmou ontem que o foco deste ano é aprimorar a cadeia de valor dos serviços ao visitante.

Essas projeções estão alinhadas com o plano do Ministério do Turismo (MITUR), que prevê um crescimento de 200 mil visitantes até 2030, totalizando cinco milhões de turistas.

Por outro lado, o setor da construção civil experimentou um boom em 2025, impulsionado por investimentos privados e projetos de infraestrutura, com projeções para o final do ano apontando para um crescimento de quase 30% e investimentos recordes entre US$ 2,8 bilhões e US$ 3 bilhões.

No entanto, alguns especialistas estimam que nos próximos meses haverá uma contração no setor, que atualmente é um dos principais motores da economia nacional, segundo dados do Banco Central de Reserva (BCR) e da Câmara Salvadorenha da Construção (CASALCO).

Já no setor agrícola, o preço do café iniciou o ano na faixa de US$ 350, o menor valor em três meses, ameaçando uma queda nos volumes de exportação. Às previsões de crescimento econômico deve-se adicionar o impacto potencial da redução das remessas devido às políticas anti-imigração dos Estados Unidos e à aplicação de impostos sobre as remessas enviadas daquele país.

Além disso, em setembro deste ano, o Status de Proteção Temporária (TPS) expira nos Estados Unidos para aproximadamente 234.000 salvadorenhos. A deportação deles criaria uma crise e prejudicaria os planos de crescimento do governo, já que essas remessas representam cerca de um quarto do PIB do país.

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