6 de December de 2021

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Gestão de Bolsonaro ante Covid-19 prepara caminho pra sua destituição

Gestão de Bolsonaro ante Covid-19 prepara caminho pra sua destituição

Brasília, 28 jun (Prensa Latina) A comissão do Senado que supervisiona a administração do governo perante a Covid-19 (CPI) anunciou que comunicará à Suprema Corte brasileira sobre os crimes do Presidente Jair Bolsonaro, o suficiente até hoje para um impeachment. 'Não há situação mais grave do que aquela ouvida até agora. Não há, na história das comissões parlamentares de inquérito, nas duas circunstâncias de impeachment que tivemos na era republicana desde 1988, algo tão grave', disse o vice-presidente da ICC, Randolfe Rodrigues, aos repórteres.
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Ele reiterou que apenas os impeachments ocorridos nos últimos 30 anos deveriam ser revistos, que não atingem ‘um terço da gravidade do que foi visto neste CPI’ e ainda mais do que foi percebido na sexta-feira, disse Rodrigues, convencido da existência de provas suficientes para depor Bolsonaro.

O Deputado Federal Luis Miranda e seu irmão, Ricardo Miranda, funcionário do Ministério da Saúde, testemunharam no dia, reiterando a acusação de supostas irregularidades na compra da Covaxin, uma vacina anti-Covid-19 do laboratório indiano Bharat Biotech.

Este último denunciou que em março recebeu pressões atípicas dos superiores daquela carteira para aprovar um contrato para obter a Covaxin e apresentou mensagens recebidas com a pressão diária dos diretores e de uma empresa para tal aquisição.

Anteriormente, o chefe do Departamento de Importação do ministério discutiu esta questão com o Ministério Público Federal, que também está investigando o caso e identificou suspeitas de crimes e riscos sanitários na operação.

Pressionado por membros da diretoria, o legislador confirmou que Bolsonaro citou o nome do Deputado Ricardo Barros como o suposto mentor das supostas anomalias na compra da Covaxin.

De acordo com o relator Renan Calheiros, o dia foi histórico para a comissão, que está progredindo em outro ramo das investigações.

‘Com a chegada dos irmãos Miranda, possibilitamos à CPI este grande dia’. Estamos avançando em relação às teses contidas no plano de trabalho e estamos entrando nesta parte do desvio de dinheiro público para benefício pessoal’, disse Calheiros.

Para o chefe da comissão, Omar Aziz, a seriedade dos fatos no testemunho dos irmãos é maior do que imaginável, especialmente porque o congressista nomeado como mentor do plano é o líder do governo na Câmara dos Deputados.

Aziz disse que a diretoria deveria considerar uma proposta do senador Simone Tebet para um confronto entre o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, e os funcionários intimados no caso.

Em sua nona semana de discussões, a CPI avalia o desempenho do Poder Executivo frente ao Covid-19, que até hoje reclamou 513.474 vidas perdidas e 18.420.598 contágios pelo coronavírus SARS-CoV-2, a causa do Covid-19.

mem/ocs/vmc

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