7 de December de 2021

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Turquia protege a chave do Mar Negro

Turquia protege a chave do Mar Negro

Ancara, 12 abr(Prensa Latina) A Turquia reforça hoje os planos de embainhar a clareira do Mar Negro com o canal de Istambul e planos paralelos ao Tratado de Montreux, que visa passar pelo estreito do Bósforo e dos estreitos de Dardanelos.
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A tentativa de mais de uma centena de ex-almirantes turcos de chamar a atenção para o início de uma discussão aqui sobre o conteúdo do referido tratado, assinado em 1936, provocou forte reação do presidente Recep Tayyip Erdogan.

Para o presidente turco, a carta aberta publicada pelos ex-militares é uma tentativa de despertar o desejo de golpe dos uniformizados, que durante muito tempo foram considerados fiadores do caráter laico desta nação eurasiática.

É uma demonstração de assédio à democracia e à liberdade de expressão, disse Erdogan, que após uma tentativa de golpe fracassada em julho de 2015, realizou um expurgo profundo nas Forças Armadas, incluindo seu status oficial.

O chefe de Estado, que deseja conceder ao cargo amplas prerrogativas constitucionais, acredita que a revolta há cinco anos foi organizada pelo clérigo muçulmano Fethullah Gülen, que agora reside nos Estados Unidos.

A televisão apitalina lembra que Gülen foi até 2013 uma personalidade muito próxima de Erdogan, até que as diferenças entre os dois forçaram o clérigo da Turquia, que na época gozava de grande influência entre os militares e promotores.

De acordo com a agência Anadolu, pelo menos uma dezena de policiais de diferentes patentes foram condenados à prisão perpétua na semana passada, em meio a processos judiciais ligados ao golpe de 2015.

Mas a reação de Erdogan também não encerrou a possibilidade real de discutir os compromissos de Ancara em relação ao Tratado de Montreux, no caso da construção do Canal de Istambul de 45 quilômetros entre o Mar de Mármara e o Mar Negro.

O canal de Istambul reforçaria a nossa soberania sobre aquela região, admitiu o chefe de estado turco, que esclareceu que o referido tratado não regeria de forma alguma o tráfego comercial através do referido canal.

A proposta da nova rota de acesso ao Mar Negro data de 2011, quando Erdogan ainda era primeiro-ministro, mas só em março passado foi aprovado um projeto específico de cerca de nove bilhões de dólares para realizá-lo.

160 navios passam pelo Bósforo e Dardanelos por dia, tanto civis como militares, embora estes últimos estejam sujeitos a regulamentos específicos. No total, são mais de 55 mil embarcações que circulam por aqui no ano.

O novo canal visa facilitar a passagem de cerca de 59 mil navios por ano. Com o que aconteceu recentemente no Canal de Suez, onde um navio porta-contêineres bloqueou aquela rota por vários dias, a ideia do Canal de Istambul ganhou força.

No entanto, especialistas referem-se à preocupação do Ocidente com a possibilidade de Ancara e Moscou chegarem a um acordo sobre essa rota, por onde circulam frequentemente navios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Rússia e Turquia chegaram a consenso em questões como a garantia da paz na Síria, o gasoduto Torrente Turco ou a compra de mísseis russos S-400 por Ancara, destaca a imprensa da capital.

A analista russa Irina Alksnis, citada pela televisão local, estima que um fortalecimento da posição turca nos citados estreitos reduziria a facilidade que os navios militares da aliança atlântica agora desfrutam ao passar por lá.

Em qualquer caso, a Turquia deve permitir o trânsito de embarcações militares de até 15 mil toneladas de deslocamento, mas apenas se forem menos de sete ao mesmo tempo. Esses navios podem ficar até 21 dias no Mar Negro.

Muitas dúvidas surgem sobre a justificativa comercial do canal de Istambul, pelo qual os navios terão que pagar uma tarifa, quando próximo a essa rota houver outra gratuita pelo referido estreito.

Erdogan, nesse sentido, deixa claro que, se necessário no futuro, fortalecerá a soberania turca sobre aquela região.

mem/to/glmv

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