Em declarações ao jornal O Tempo, o mandatário afirmou que não permitirá que a extrema direita retorne ao poder e desfaça o que definiu como conquistas alcançadas sob seu governo.
“Precisamos derrotá-los mais uma vez nas urnas, no processo democrático”, disse Lula, que indicou que, até chegar esse momento, concentrará seus esforços em ampliar políticas de geração de emprego, renda e redução das desigualdades.
O chefe de Estado destacou indicadores recentes que, segundo ele, comprovam a eficácia de sua gestão. Ele lembrou que a taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% em junho, a mais baixa em vários anos.
Também destacou que os salários cresceram acima da inflação, elevando a massa salarial a um recorde de 351,2 bilhões de reais (cerca de 65 bilhões de dólares).
De acordo com Lula, a pobreza extrema foi reduzida para 3,5%, o nível mais baixo da história, enquanto a desigualdade de renda familiar per capita caiu para seu menor registro desde 2012.
“Essas conquistas devem ser defendidas”, enfatizou o fundador do Partido dos Trabalhadores, alertando que setores da oposição buscam apenas propagar “ódio, mentiras e retrocessos”, com o risco de levar o país de volta ao Mapa da Fome das Nações Unidas.
Durante a entrevista, Lula confirmou que está preparando o terreno político com vistas ao próximo ano, em meio a um clima polarizado que confronta seu governo com o bolsonarismo (adeptos do ex-presidente Jair Bolsonaro).
O líder progressista insistiu que sua prioridade imediata é governar e ampliar os programas sociais e de investimento, embora tenha deixado em aberto a possibilidade de uma nova candidatura à presidência.
Enfatizou que seu governo tem se concentrado em devolver a esperança aos brasileiros após a pandemia da Covid-19 e os anos de crise institucional que marcaram a gestão anterior.
Além disso, ele destacou que a política econômica implementada busca manter o equilíbrio fiscal sem sacrificar as conquistas sociais alcançadas nos últimos meses.
Considerou que a estabilidade do emprego, a valorização do salário mínimo e a expansão do consumo popular são a base de um ciclo virtuoso que deve ser preservado.
Segundo Lula, “não se trata apenas de números, mas de vidas humanas que melhoraram graças a um Estado comprometido com a justiça social”.
Ele deixou claro que sua decisão de concorrer em 2026 dependerá de manter a mesma saúde, energia e determinação que o acompanham atualmente.
Com suas declarações, Lula volta a marcar o ritmo do debate político e coloca a possível reeleição no centro do cenário nacional.
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