Xia destacou que há avanços com a assinatura do acordo entre a RDC e Ruanda, realizada em Washington no último dia 27 de junho, e a Declaração de Princípios assinada em Doha, no Catar, no dia 19 de julho, entre o governo congolês e os rebeldes da Aliança do Rio Congo-Movimento 23 de Março (AFC/M23).
No entanto, para que essas iniciativas possam avançar e se concretizar, é necessária uma maior participação de todos os atores relevantes para garantir uma paz duradoura e a estabilidade geral na região, observou.
O enviado especial conversou ontem sobre o assunto com o presidente angolano e atual presidente da União Africana, João Lourenço, a quem agradeceu o papel de Angola na mediação e na busca de soluções africanas para as crises do continente e, em particular, na região dos Grandes Lagos.
Xia também se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Téte António, momento em que discutiram a mediação da União Africana para a paz na RDC, atualmente sob a liderança do presidente do Togo, Faure Essozimna.
O enviado da ONU também consultou sobre a estrutura do processo de paz estabelecido pela Comunidade da África Oriental (CAO) e pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) no âmbito da mediação e acompanhamento da situação no leste do Congo.
A este respeito, tomou conhecimento das conclusões da cimeira conjunta extraordinária dos chefes de Estado e de Governo da CAO e da SADC, realizada em 13 de agosto, onde foi criado um Painel de Facilitadores composto por cinco ex-presidentes.
O painel tem a missão de orientar as negociações diplomáticas no âmbito da iniciativa conjunta dos dois blocos e da consolidação dos processos de Nairóbi e Luanda para uma solução integral, justa e sustentável do conflito.
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