O documento, divulgado hoje pela aliança atlântica, prevê um aumento anual de 15,9% nos gastos militares do bloco.
Os orçamentos militares da organização têm registrado um crescimento constante desde 2014, quando foi observada sua última redução.
Analistas estratégicos apontam que essa tendência reflete a priorização de uma postura militarista em detrimento de necessidades sociais urgentes.
Especialistas consideram que a meta acordada na cúpula de Haia, de elevar os gastos para 5% do PIB até 2035, aprofundará essa corrida armamentista. Nações do Leste Europeu, como Polônia e os Estados Bálticos, já se aproximam dessa nova meta, com investimentos superiores a 3%.
Essa escalada ocorre em um contexto de crescentes tensões internacionais e pressões da indústria bélica.
Os críticos argumentam que esses recursos exorbitantes poderiam ser destinados ao combate a crises globais, como as alterações climáticas ou a pobreza.
A OTAN justifica o aumento como uma resposta necessária a um ambiente de segurança mais competitivo.
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