O acesso à moradia adequada é uma das maiores dívidas sociais do Estado centro-americano, acrescenta o relatório “Visão Geral da Situação e Tendências do Setor Habitacional e de Assentamentos Humanos 2024: Avanços, Obstáculos e Desafios”, citado pelo jornal.
De acordo com o documento do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura da UCR, apesar do crescimento econômico de 4,3% registrado em 2024 e da criação de mais de 112.000 empregos, as oportunidades de moradia permanecem inalteradas, a oferta de vouchers-moradia diminuiu e as condições de crédito não apresentam avanços significativos.
O relatório alerta que o crescimento econômico é insuficiente sem a garantia de moradias seguras, inclusivas e acessíveis, enfatizando que o déficit habitacional mencionado é a soma do quantitativo (13.245 moradias), do número de moradias em más condições (115.120) e daquelas que causam superlotação (16.819).
Para o pesquisador e coautor do relatório, Franklin Solano, “por trás desses números estão famílias vivendo em condições inadequadas e comunidades inteiras ainda aguardando soluções. Precisamos, enfatizou, de políticas mais direcionadas e territoriais para enfrentar essas desigualdades”.
O relatório também destaca as diferenças nos custos de terrenos para a construção de moradias em todo o país, como na Grande Área Metropolitana, onde o preço médio por metro quadrado é de US$ 285, mas chega a US$ 1.837 em áreas mais centrais, o que encarece os projetos de moradias populares.
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