Domingo, Agosto 31, 2025
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Deputados argentinos reabrem investigação sobre golpe com criptomoeda

Buenos Aires, 26 de agosto (Prensa Latina) A Câmara dos Deputados da Argentina reativou hoje a comissão investigativa do megagolpe com criptomoedas promovido pelo presidente Javier Milei, um escândalo que também envolve sua irmã e Secretária-Geral da Presidência, Karina Milei.

Esta é mais uma frente aberta pelo Congresso contra o Executivo, que agora enfrenta talvez o pior escândalo desde sua posse em dezembro de 2023, devido à cobrança de propina para a concessão de contratos multimilionários de medicamentos da Presidência à Agência Nacional para Pessoas com Deficiência (ANDIS).

Esse negócio beneficiou a Droguería Suizo Argentina SA, de onde veio o dinheiro para as doações, entre outros, de Karina, que recebeu a maior quantia, e de seu assessor político próximo, Eduardo Menem, de acordo com gravações feitas pelo agora ex-diretor da ANDIS, Diego Spagnuolo.

O funcionamento da comissão investigativa do golpe com criptomoedas foi interrompido devido a manobras protelatórias de legisladores aliados ao poder executivo, que impediram a nomeação de seus diretores.

Agora, a ampla oposição, incluindo legisladores dissidentes do La Liberad Avanza e do PRO (Partido Progressista da Argentina), conseguiu que um de seus membros chefiasse a Comissão. Eles pretendem que a deputada Sabrina Selva, da Frente Renovadora da União pela Pátria, seja a presidente. A decisão será tomada na quinta-feira.

A comissão sobre o escândalo do golpe com criptomoedas busca demonstrar a responsabilidade política direta do presidente Milei na promoção do token Libra, por meio do qual milhões de dólares foram fraudados de centenas de investidores em todo o mundo.

Os deputados também buscarão determinar o papel da Secretária-Geral da Presidência, Karina Milei, e de outras figuras do poder executivo neste esquema fraudulento.

Os deputados também se reuniram nesta terça-feira para discutir o caso das 96 mortes causadas por fentanil contaminado com uma bactéria que causa pneumonia mortal e deliberam sobre quatro projetos de lei para criar uma Comissão de Inquérito.

Da mesma forma, em sessão plenária de comissões do Congresso sobre o escândalo de corrupção que atenta contra a moralidade institucional do governo, os deputados convocaram o ministro da Saúde, Mario Lugones, e o interventor nomeado pela Casa Rosada no ANDIS (Instituto Nacional de Estatística e Censo), mas nenhum dos dois compareceu.

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