Quinta-feira, Outubro 29, 2026
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Alerta no Brasil sobre vacinação incompleta contra a dengue

Brasília, 27 out (Prensa Latina) Mais de três milhões de adolescentes brasileiros receberam a primeira dose de uma vacina contra a dengue, mas precisam completar o esquema vacinal; ao mesmo tempo, quase quatro milhões de doses distribuídas ainda não foram aplicadas.

Esses dados foram apresentados pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, durante uma conferência na 28ª Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações, informou a Agência Brasil.

Segundo Gatti, o país disponibilizou mais de 11,8 milhões de doses do imunizante contra a referida doença, das quais 7,6 milhões corresponderam à primeira aplicação e 4,2 milhões à segunda.

Produzida pela farmacêutica japonesa Takeda, a vacina Qdenga exige duas doses, com um intervalo de três meses, para completar o esquema vacinal.

Gatti alertou para a importância de ampliar a cobertura antes do verão no hemisfério sul, período em que os casos de dengue costumam aumentar no Brasil.

A influência do fenômeno climático El Niño pode intensificar a situação durante esta temporada, apontou o veículo de imprensa.

“Vacinar adolescentes, que muitas vezes não têm percepção do risco, é um grande desafio. No caso da dengue, o ideal é vacinar no período entre as temporadas, quando a incidência é menor, para que eles cheguem protegidos à fase de maior circulação do vírus”, explicou Gatti.

A campanha de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) teve início nos municípios mais afetados pela doença e foi sendo expandida progressivamente até alcançar todo o território nacional, abrangendo crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

O gestor garantiu que o fornecimento da vacina Qdenga para o público-alvo está assegurado. O contrato com a Takeda prevê a entrega de nove milhões de doses em 2026 e a mesma quantidade em 2027, embora a capacidade produtiva da empresa japonesa não permita atender, de imediato, a toda a população brasileira.

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