Sexta-feira, Outubro 30, 2026
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Satisfação entre progressistas na Espanha com o sucesso de Lula; dir

Madri, 26 de out (Prensa Latina) – Forças progressistas da Espanha celebraram hoje o sucesso eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva, após a derrota do ultradireitista Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais no Brasil.

Enquanto isso, o conservador Partido Popular (PP) manteve um silêncio parcial. Apenas seu secretário-geral, Miguel Tellado, comentou o ocorrido, dirigindo-se ao presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, ao “apontar paralelos” — mencionando que Lula foi condenado por corrupção, mas omitindo sua posterior absolvição.

Tellado lançou críticas a Sánchez, mencionando processos de corrupção que envolvem o entorno dos socialistas do PSOE, em um clima pré-eleitoral no país, rumo ao pleito de 29 de novembro. Nem o PP, e muito menos a extrema-direita do Vox, reconheceram ou comentaram a vitória de Lula da Silva.

Por sua vez, a Izquierda Unida (IU) saudou a vitória do ex-líder sindical e destacou o “papel decisivo do povo brasileiro na defesa da democracia, dos direitos sociais e das conquistas das maiorias trabalhadoras”.

“Esta vitória tem um significado que transcende as fronteiras do Brasil: demonstra a importância da participação popular diante daqueles que pretendem impor projetos autoritários e suprimir direitos conquistados ao longo de décadas de luta”, ressaltou a IU em um comunicado.

Em outro trecho do texto, a organização destacou que, com este “triunfo indiscutível”, o povo brasileiro “demonstra que a democracia se defende exercendo-a, participando e ocupando o espaço público para defender aquilo que pertence à maioria. A resposta popular é determinante para frear o avanço da extrema-direita”. A IU aproveitou a ocasião — em um comentário com repercussão direta na Espanha — para alertar que “a direita e a extrema-direita buscam transformar o descontentamento social em uma ferramenta para colocar os setores populares uns contra os outros.

Alimentam a desinformação, o racismo, o machismo e o ódio, ao mesmo tempo em que questionam direitos trabalhistas, enfraquecem os serviços públicos e protegem os interesses daqueles que concentram a riqueza e o poder”.

Anteriormente, o atual chefe do governo, Pedro Sánchez, escreveu em sua conta no X que um triunfo dos progressistas também ocorrerá na Espanha — nas eleições de 29 de novembro no país ibérico —, elogiando a virada de Lula no gigante sul-americano.

“Grande vitória de Lula! O que aconteceu no Brasil acontecerá na Espanha”, disse Sánchez nas redes sociais, afirmando que “a retomada do progressismo global acaba de começar”.

O ERC, da Catalunha, por meio de seu presidente, Oriol Junqueras, classificou o sucesso de Lula — e de todas as forças progressistas — como uma demonstração de que “é possível enfrentar o autoritarismo com um projeto intelectualmente rigoroso, emocionalmente próximo e retoricamente acessível”.

Do País Basco, o EH Bildu parabenizou o povo brasileiro “por abrir as portas à esperança e ao entusiasmo, mesmo nos momentos mais complexos, e por mostrar que a extrema-direita não é invencível”.

A segunda vice-presidente e ministra do Trabalho, Yolanda Díaz, e o titular da pasta da Cultura — que também ocupa a segunda posição na chapa por Barcelona da coalizão progressista —, Ernest Urtasun, comentaram o ocorrido no Brasil, destacando “uma clara mudança de tendência no avanço da onda reacionária”.

Outra legenda de esquerda, o Podemos, por meio de sua secretária-geral, Ione Belarra, elogiou Lula por vencer “o imperialismo, os genocidas, os tecnoligarcas e os donos de um mundo que precisa ser transformado de cima a baixo”. Ada Colau, líder da Frente Ampla (coalizão de esquerda para as eleições na Espanha), mostrou-se eufórica com o sucesso do outrora dirigente sindical que agora caminha para o seu quarto mandato no Brasil, ao superar o ultradireitista Flávio Bolsonaro.

Colau classificou o fato como uma “vitória histórica” e ressaltou que “cabe a nós dar continuidade ao processo na Espanha”.

oda/ft/tc

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