Durante o evento, realizado na sede da Fundação da China para a Paz Mundial, o embaixador cubano, Alberto Jesús Blanco, denunciou o impacto do bloqueio norte-americano no desenvolvimento cultural da ilha e exigiu o fim dessa política.
O diplomata afirmou que as restrições impedem a aquisição de materiais artísticos, instrumentos musicais, equipamentos para produção audiovisual e insumos necessários para a restauração do patrimônio histórico e cultural.
Blanco ressaltou que o cerco econômico, comercial e financeiro também dificulta o intercâmbio cultural internacional, limita a participação de artistas cubanos em palcos estrangeiros e restringe a difusão de suas obras.
“A cultura é escudo e espada da nação”, lembrou ele, citando o discurso “Palavras aos Intelectuais”, proferido pelo líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro, em junho de 1961.
O embaixador sublinhou que a cultura constitui um elemento estratégico para preservar a soberania, a identidade nacional e a memória histórica, mesmo diante das dificuldades econômicas enfrentadas pelo país.
Além disso, destacou o trabalho dos profissionais da cultura, que mantêm o ensino artístico, a criação e a proteção do patrimônio, apesar da escassez de recursos.
Blanco reiterou a exigência de Cuba para que Washington ponha fim ao bloqueio e rejeitou as medidas que, segundo ele, buscam enfraquecer a identidade nacional e limitar a criação artística.
O diplomata também ressaltou a contribuição da imigração chinesa para a formação da identidade cubana e relembrou a participação dos chineses nas guerras de independência da ilha. Por sua vez, o presidente da Fundação da China para a Paz Mundial, Li Ruohong, destacou os laços de amizade entre ambos os povos e o intercâmbio cultural como uma via para fortalecer as relações bilaterais.
Li lembrou que este ano completam-se 66 anos do estabelecimento de relações diplomáticas entre a China e Cuba, e ressaltou a difusão da música, das danças e das tradições cubanas no país asiático.
O Dia da Cultura Cubana é celebrado todo dia 20 de outubro, em comemoração à primeira execução pública de “La Bayamesa” — o hino nacional cubano — em Bayamo, em 1868, durante as lutas pela independência.
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