Tanto as operadoras de turismo quanto o Ministério do Turismo (Mintur) mencionam essa modalidade em seus relatórios; ela atrai, sem dúvida, aqueles que buscam um “descanso ativo” na ilha, apesar dos graves problemas econômicos atuais.
O turismo patrimonial, enquanto motor de desenvolvimento local, é de grande importância para regiões e municípios, constituindo uma parte fundamental do seu desenvolvimento.
Destinos reconhecidos como Patrimônio Mundial enfrentam um desafio constante: aproveitar o fluxo turístico sem comprometer a integridade do local que os torna atraentes.
O caso de Viñales, na província de Pinar del Río (oeste do país), ilustra bem esse dilema. Declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, o vale dependia quase inteiramente do turismo internacional, com cerca de 80% da população ligada, direta ou indiretamente, a essa atividade.
Quando o fluxo de visitantes despenca, como ocorreu em 2026, com uma queda de 64,4% na chegada de turistas a Cuba entre janeiro e agosto, a economia local sofre um duro golpe.
Trabalhadores de restaurantes e empreendimentos voltam-se para a agricultura; os estabelecimentos fecham as portas, mas não desaparecem, uma estratégia de sobrevivência para manter sua presença no circuito comercial. Ainda assim, esse valor turístico permanece central, figurando de forma inabalável nos planos de recuperação como um dos elos mais importantes de toda a cadeia.
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