Segundo o órgão, milhares de famílias enfrentam a interrupção desse e de outros serviços básicos e já foram vítimas de deslocamentos forçados em repetidas ocasiões.
O Unicef alertou que, nas comunidades superpovoadas, quase não há alimentos e o acesso à água potável é limitado, de modo que “praticamente não lhes resta nada para sobreviver”.
A situação está cada vez mais precária. Os combates interromperam rotas de abastecimento fundamentais, como o corredor entre Taiz e Áden. O combustível está cada vez mais escasso, os preços sobem e os serviços essenciais correm o risco de serem suspensos, alertou a organização.
Por sua vez, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) destacou que as reservas de farinha de trigo nas áreas afetadas de Taiz estão praticamente esgotadas, uma situação alarmante em uma província que já registra um dos níveis mais altos de insegurança alimentar, com 10 de seus 16 distritos classificados em fase de emergência.
Para as famílias que lutam para alimentar seus filhos, este é um golpe devastador, especialmente para aquelas que já sofrem de desnutrição, indicou o órgão.
De acordo com a Unicef, dos mais de 168 mil crianças avaliadas em Taiz, 52 mil apresentam desnutrição aguda, situação agravada pela falta de água potável.
As condições precárias de saneamento aumentam o risco de contrair doenças diarreicas e cólera. Essas doenças podem agravar a crise, pois impedem que as crianças absorvam os nutrientes de que precisam desesperadamente, deixando-as mais fracas e vulneráveis a novas infecções, destacou a organização.
Exortamos todas as partes a protegerem as crianças e a população civil, a salvaguardarem os sistemas de abastecimento de água e as instalações sanitárias e a cumprirem suas obrigações de acordo com o direito internacional humanitário, acrescentou.
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