A medida foi estabelecida por meio da portaria 1.321 de 2026, publicada nesta segunda-feira pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e prevê ações voltadas à preservação da ordem pública e à proteção de pessoas e do patrimônio.
Segundo a determinação, a iniciativa terá caráter temporário e planejado, sendo desenvolvida em coordenação com os órgãos de segurança pública do Pará, sob a direção da Polícia Federal.
A Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública definirá o efetivo que participará da operação.
Por sua vez, o órgão que solicitou a mobilização deverá garantir o apoio logístico e fornecer a infraestrutura necessária para a realização das ações, informou a Agência Brasil.
A decisão ocorre no ano em que a hidrelétrica de Belo Monte, instalada no rio Xingu, completa uma década de sua inauguração oficial, em meio a controvérsias sobre seus impactos sociais e ambientais.
O projeto começou a ser idealizado em meados da década de 1970 e ganhou notoriedade internacional devido à proposta de desviar 80% da vazão do rio, em um trecho de 130 quilômetros, para abastecer o reservatório da usina.
Por ocasião do décimo aniversário da inauguração, organizações ambientalistas e indígenas divulgaram uma carta aberta em defesa das comunidades originárias, ribeirinhas e de pescadores artesanais que habitam o médio curso do Xingu.
O documento alertou para o agravamento das violações que afetam essas populações ao longo dos anos, em um cenário também marcado pelos efeitos das mudanças climáticas. Administrada desde 2010 pela concessionária Norte Energia, sua principal acionista, a hidrelétrica supre, em média, cerca de cinco por cento da demanda anual de eletricidade do Brasil.
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