Castro indicou que receberam as conclusões preparadas pela comissão técnica e acrescentou que, desde agosto, têm realizado reuniões com diferentes setores da economia e coletado suas propostas.
“Concordamos em fazer os ajustes finais para que a aprovação da reforma trabalhista seja unânime”, afirmou.
Uma vez ratificada pelo CST, continuou, a iniciativa será enviada ao presidente salvadorenho, Nayib Bukele, que poderá modificá-la, endossá-la, ajustá-la, acrescentar ou remover o que julgar apropriado.
As discussões se concentraram em dois modelos principais que redistribuem o limite constitucional de 44 horas de trabalho semanais: um esquema de quatro dias com turnos de 11 horas e um esquema de cinco dias com quatro turnos de 10 horas e um turno de 4 horas.
No entanto, o vice-presidente da CST e presidente da Associação Salvadorenha de Industriais (ASI), Jorge Arriaza, explicou que, dentro do setor produtivo, a indústria têxtil e de vestuário, juntamente com os call centers, foram os ramos com maior interesse na implementação desses esquemas.
Arriaza reiterou que as mudanças serão facultativas e deverão ser adotadas por mútuo acordo entre empregadores e trabalhadores.
Por outro lado, a reforma trabalhista gerou ampla oposição de organizações sociais que exigem a inclusão dos direitos dos trabalhadores, uma revisão das normas internacionais e nacionais, remuneração e incentivos justos, medidas para lidar com o desgaste físico e mental e até mesmo transporte.
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