Montevidéu, 13 out (Prensa Latina) Cuba resiste, apesar da “guerra sem bombas” travada pelos Estados Unidos, e continua apostando no turismo com estratégias de adaptação e valendo-se das riquezas naturais, da história, da cultura e de um povo hospitaleiro.
A afirmação foi feita por José Antonio Aguilera, conselheiro de Turismo da ilha caribenha para o Cone Sul, durante uma apresentação a representantes de agências de viagens do Uruguai.
O evento ocorreu na sede da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), cujo subsecretário-geral, Benjamín Blanco, ressaltou que o turismo é uma das formas de integração entre os países da região.
Aguilera reconheceu a existência de dificuldades materiais e outras decorrentes do endurecimento do bloqueio imposto por Washington, incluindo a crise energética, e das pressões para a saída de importantes redes hoteleiras estrangeiras do mercado cubano.
“Mas Cuba está viva, e seu turismo também”, apontou. “Os hotéis que antes administrávamos com empresas estrangeiras agora são cubanos, e temos a experiência necessária para geri-los”, afirmou.
Ele explicou que a estratégia consiste em concentrar as operações em instalações turísticas e outras ofertas que tenham insumos e combustível garantidos para a prestação de serviços.
É o caso de hotéis das redes Gran Caribe, Cubanacán e Gaviota, bem como de polos turísticos como Havana, Varadero, os arquipélagos do norte e Trinidad, que contam com os melhores hotéis, além da capacidade e dos serviços do setor privado.
“Há também as atividades culturais e esportivas, nossas praias, o rum e os charutos da ilha, as excursões, nossa música e a hospitalidade singular do povo”, enfatizou.
“Não vendemos uma Cuba idealizada, mas uma Cuba real, que continua oferecendo experiências culturais e humanas difíceis de encontrar em outros lugares, situada em uma terra sem terremotos, sem sargaço e sem crime organizado”, disse. Por sua vez, o presidente da Associação Uruguaia de Agências de Viagens, Carlos Pera, ressaltou o interesse tradicional pelo destino Cuba e a disposição dos operadores turísticos do país em revitalizá-lo.
Durante a apresentação, a subsecretária de Turismo, Ana Claudia Caram, expressou solidariedade a Cuba e elogiou os esforços para sustentar e reerguer a indústria do turismo.
A embaixadora de Cuba, Lissette Pérez, mencionou a estratégia de concentrar a oferta turística em pontos específicos, polos consolidados que oferecem as devidas garantias operacionais.
Ela explicou que, paralelamente, seu país passa por transformações econômicas que colocam o turismo como prioridade estratégica.
O evento também foi uma oportunidade para a conselheira econômica e comercial da embaixada de Cuba, Yamila Martínez, anunciar a 48ª edição da Feira Internacional de Havana (FIHAV 2026), que será realizada em formato híbrido entre os dias 24 e 26 de novembro.
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