Quarta-feira, Outubro 14, 2026
NOTÍCIA

Vídeo mostra policiais disparando 27 vezes contra jovem no Brasil

Brasília, 13 out (Prensa Latina) Imagens de segurança divulgadas hoje mostram como policiais militares mataram Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, com 27 disparos durante uma ocorrência em São Paulo, Brasil.

A gravação registra a sequência ocorrida na madrugada de sábado, 10 de outubro, no bairro de Moema, zona sul da cidade, na qual o jovem aparece perto da entrada de um imóvel enquanto os agentes se aproximam.

Em determinado momento, Santana avança em direção aos policiais com um celular nas mãos; os agentes abrem fogo e o jovem cai no chão. Depois, as imagens mostram novos clarões de disparos quando ele já está caído, segundo o vídeo divulgado por veículos como o portal UOL.

De acordo com o registro policial, quatro agentes efetuaram 45 disparos com suas armas regulamentares, dos quais 27 atingiram a vítima.

A ocorrência teve início após um chamado que alertava sobre uma suposta crise emocional e uma possível tentativa de suicídio.

No entanto, a família de Santana questiona essa versão e nega que ele tivesse histórico de tentativas de tirar a própria vida ou de automutilação.

Informações divulgadas pela imprensa brasileira indicam que o jovem fazia tratamento com antidepressivos e não tinha antecedentes criminais.

Seus familiares também levantaram suspeitas de preconceito racial na atuação policial, pois Santana era negro e vivia em uma área de alto poder aquisitivo da capital paulista.

A ação dos policiais militares foi classificada como inadmissível pela advogada Ana Facillia Meira, que atua na defesa da família do jovem.

Em declaração enviada ao jornal Folha de S.Paulo, a advogada afirmou que a assessoria jurídica enfatiza a violência extrema, a atuação técnica inadequada e a total desproporção da ação policial. “É inadmissível que agentes do Estado tenham efetuado 45 disparos e atingido o jovem com 27 tiros, sob a alegação de que confundiram um telefone celular com uma arma de fogo”, afirmou.

Por sua vez, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, classificou a ação como legítima nesta terça-feira e afirmou que os agentes atuaram em conformidade com os protocolos da corporação.

Ele sustentou que o jovem teria ameaçado os policiais com um objeto que eles interpretaram como uma arma.

As declarações contrastam com os questionamentos de familiares e especialistas sobre a quantidade de disparos e a atuação dos agentes, cuja conduta continua sob investigação.

car/mar/dns

RELACIONADAS

Edicão Portuguesa