Durante a abertura da 55ª sessão anual do Conselho da Shura, em Doha, o líder afirmou que o ocorrido em Gaza constitui, indiscutivelmente, um genocídio e que seus autores não devem se eximir da responsabilidade.
O Catar atua como mediador nos esforços diplomáticos para encerrar a guerra em Gaza e o conflito entre os Estados Unidos e o Irã.
Al Thani reiterou o compromisso de seu país com o diálogo e soluções pacíficas para preservar a segurança e a estabilidade regional, embora tenha ressaltado que essa postura não implica abrir mão da defesa do Catar.
A ofensiva israelense em Gaza, iniciada em outubro de 2023, causou mais de 74 mil mortes e 175 mil feridos, segundo dados citados por fontes palestinas, além de danos a cerca de 90% da infraestrutura do território.
Em novembro de 2024, o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o então ministro da Defesa, Yoav Gallant, por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados à situação em Gaza.
Paralelamente, o Tribunal Internacional de Justiça analisa uma ação apresentada pela África do Sul, que acusa Israel de violar a Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio. Vários países aderiram ao processo.
Catar, Egito e Turquia participaram da mediação do acordo de cessar-fogo para Gaza que entrou em vigor em 10 de outubro de 2025, como parte de um plano impulsionado pelo presidente norte-americano, Donald Trump. No entanto, segundo os dados citados no relatório, desde a entrada em vigor da trégua, os ataques israelenses deixaram 1.493 mortos e 5.299 feridos, enquanto persistem as restrições à entrada de alimentos, medicamentos, suprimentos médicos e materiais para abrigos.
Cerca de 2,4 milhões de palestinos permanecem em Gaza, incluindo cerca de 2,15 milhões de deslocados, em condições humanitárias descritas como catastróficas.
ro/mche/dns





