Domingo, Outubro 18, 2026
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Mensagem da Casa de las Américas defende Lula e se opõe ao fascismo

Havana, 6 out (Prensa Latina) Com uma campanha midiática feroz contra o líder dos trabalhadores e um financiamento vultoso dos lobbies norte-americano e israelense, obteve-se a margem estreita de 1,87% que leva o Brasil ao segundo turno das eleições; é o que denuncia hoje uma declaração.

A Casa de las Américas, o capítulo cubano da Rede em Defesa da Humanidade e o Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos, em sua declaração “Lula contra o fascismo”, afirmam que, “com o uso de pregadores evangélicos para demonizar Lula e promover o voto no candidato fascista, alcançou-se a margem estreita de 1,87%”.

Trata-se de um triunfo da maquinaria a serviço do Império ianque, do sionismo e das ultradireitas locais, que tentarão consolidar uma vitória definitiva no próximo dia 25 de outubro, alertam os intelectuais da região. Em seus argumentos, apontam que “o capitalismo contemporâneo, em sua deriva neofascista, tenta nos enganar com um de seus paradoxos: ao mesmo tempo que viola a soberania de nossos países com guerras, agressões militares, bloqueios e interferência eleitoral, tenta apresentar o avanço das ultradireitas locais como algo ‘estritamente nacional’ que devemos aceitar docilmente”.

“As eleições não são, nem no Brasil nem em nenhum de nossos países, um ‘assunto alheio’ quando nelas se enfrentam o Humanismo e a Barbárie”, alerta o relatório.

Diante dessa realidade, recordaram que “há 90 anos, a invasão da Abissínia, a ocupação dos Sudetos tchecos, o massacre dos defensores da liberdade na República Espanhola e o Holocausto ocorreram sob o olhar impassível, quando não com a cumplicidade, das potências ocidentais”. Hoje, o genocídio contra o povo palestino e o do sul do Líbano são disfarçados sob a roupagem de “questões bilaterais”, adverte o texto.

Os intelectuais consideram que “é urgente uma ação mundial para deter o avanço do neofascismo. A trincheira imediata que temos diante de nós é o enfrentamento eleitoral no Brasil”.

Conclamamos a união de todos os ativistas e membros de movimentos sociais, comunicadores, artistas, intelectuais, líderes comunitários e todas as pessoas de dignidade, em torno da figura de Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de 25 de outubro.

As forças progressistas não manipulam eleições, não possuem grandes veículos de comunicação e plataformas digitais, e não destinam milhões de dólares para encobrir os herdeiros das ditaduras nascidas da Operação Condor. Mas representam a esperança, reflete o texto, que também convoca à divulgação da declaração “em nome dessa esperança”.

Nossa mais profunda solidariedade ao povo brasileiro, conclui.

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