De acordo com um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), esse número se aproxima da média dos países da OCDE, que é de 9,1%, informou a Agência Brasil.
A pesquisa identifica a escassez de professores como um dos principais desafios enfrentados pelos sistemas educacionais e aponta que a contratação de profissionais sem a qualificação padrão ocorre frequentemente como resposta à falta de docentes.
No Brasil, o problema é mais acentuado em certas regiões e disciplinas, especialmente em áreas remotas ou vulneráveis e em matérias como Matemática e Ciências Naturais.
Essa escassez está relacionada ao êxodo de profissionais da sala de aula, afirma o relatório.
O estudo apontou que, em 2022, 10,3% dos professores brasileiros plenamente qualificados deixaram a profissão por aposentadoria ou pedido de demissão, em comparação com a média da OCDE de 6,4% no ano letivo de 2024-2025.
Esse número não significa necessariamente que todos tenham abandonado o magistério em definitivo, já que alguns podem ter se transferido para escolas particulares, explicou Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco.
Segundo a OCDE, as condições de trabalho influenciam a capacidade de atrair e reter professores.
Em 2022, 44,3% dos professores brasileiros dos últimos anos do ensino fundamental relataram estar satisfeitos com suas condições de trabalho, em comparação com a média da OCDE de 68,4%.
Em relação aos salários, a satisfação atingiu apenas 22,3% entre os professores do gigante sul-americano, em comparação com 38,7% nos países da OCDE.
No entanto, o relatório apontou que o Brasil aumentou o número de professores nos primeiros anos do ensino fundamental em 4% entre 2015 e 2024, enquanto a matrícula diminuiu 7%.
A OCDE projeta que a população brasileira de 5 a 14 anos diminuirá 3% entre 2024 e 2033, uma tendência que poderá reduzir a demanda por professores caso outras políticas não sejam alteradas.
O Ministério da Educação destacou o desenvolvimento dos programas Mais Professores para o Brasil e Licenciaturas Pé-de-Meia, criados para atrair estudantes para cursos de formação de professores. Segundo o ministério, essa última iniciativa contribuiu para um aumento de 106% na matrícula de estudantes de alto desempenho em cursos de graduação entre 2024 e 2026.
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