Por meio de uma declaração, a organização destacou que participam desse encontro setores que traíram seus povos.
“No caso de alguns cubanos que confirmaram sua presença no evento, sem dúvida são aqueles ‘sietemesinos’ aos quais se referia (o Herói Nacional da ilha) José Martí, aqueles que não têm fé em sua terra, porque lhes falta coragem e, por isso, negam-na aos demais”, afirmou.
Considerou “indignante que aqueles que venderam sua alma ao Estado que, há mais de 60 anos, impõe a Cuba um bloqueio econômico, comercial e financeiro genocida, além de um cerco energético, pretendam se apresentar como portadores de soluções” para a região.
A organização lembrou que esse bloqueio criminoso tem tentado subjugar o povo da maior das Antilhas por meio da fome e da necessidade, violando sistematicamente os direitos humanos e o direito internacional.
Afirmou que a referida reunião — promovida pela organização Fórum América Livre e à qual se prevê a participação de várias organizações e partidos que agrupam a direita latino-americana — não representa os interesses dos povos latino-americanos.
Em contrapartida, acrescentou, ela representa os interesses das elites que buscam perpetuar a dependência e a submissão aos desígnios do imperialismo.
Diante desse cenário, a Associação reafirmou que Cuba não está sozinha: “a solidariedade internacional e a resistência do nosso povo são trincheiras de dignidade que não poderão ser abatidas”, ressaltou.
Há mais de seis décadas, os Estados Unidos impõem à maior das Antilhas um bloqueio econômico, comercial e financeiro, que foi endurecido em janeiro passado por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
A falta de acesso a combustíveis decorrente desse endurecimento afeta drasticamente setores tão sensíveis quanto a geração de energia elétrica, o funcionamento dos hospitais, a produção e distribuição de alimentos e o bombeamento de água no país caribenho.
As ameaças do republicano e outras medidas coercitivas de Washington contra a ilha provocaram rejeição e protestos por parte de setores populares, governos e políticos do México e de outras nações do mundo.
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