Sexta-feira, Outubro 16, 2026
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Continuam as negociações no Uruguai para resolver conflito portuário

Montevidéu, 29 set (Prensa Latina) A Terminal Cuenca del Plata (TCP) e o sindicato da empresa continuam hoje as negociações para tentar resolver o conflito que, há vários meses, afeta as operações no principal porto do Uruguai.

As partes discutem uma proposta do Ministério do Trabalho (MTSS) sobre o número de jornadas de trabalho garantidas na maior operadora de contêineres do país.

A proposta do governo prevê aumentar para 21 o número de jornadas de trabalho, informou o subsecretário do MTSS, Hugo Barreto.

Isso significa que, a partir de maio de 2027, os trabalhadores que atualmente têm 20 dias de trabalho garantidos passarão a ter mais um.

Também inclui o pagamento de uma verba extraordinária a ser abonada no momento da assinatura do acordo coletivo adiado.

Por fim, sugeriu-se estabelecer um pagamento adicional excepcional, de caráter compensatório, destinado aos setores que efetivamente realizaram tarefas adicionais fora do âmbito previsto no acordo coletivo vencido.

“É preciso dizer que as duas partes concordaram que esses três pontos são essenciais para a resolução do conflito; isso é muito relevante porque define e delimita o problema”, destacou Barreto.

Ele acrescentou que o que resta negociar “são os aspectos operacionais” dessa proposta para que ela possa se transformar no novo acordo coletivo da empresa.

O documento do MTSS lembrou que, desde junho passado, tiveram início as reuniões tripartites sem resultados positivos, o que, com o passar das semanas, gerou consequências para o comércio, a produção e a economia do país.

“Trata-se de um tema de especial preocupação para o governo, conforme já foi manifestado em diversas instâncias”, acrescentou.

As associações empresariais alertaram sobre os prejuízos causados pelas repetidas paralisações decididas pelo sindicato na TCP.

Na véspera, cinco importantes companhias marítimas internacionais enviaram uma carta a seis ministros do gabinete do presidente Yamandú Orsi, na qual destacaram as situações de “paralisia” na rada desta capital.

As companhias marítimas Maersk, CMA CGM, ONE, Hapag Lloyd e Cosco assinaram a carta.

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